Dólar comercial abre em alta de 0,06%, a R$ 1,754

Às 10h21, a divisa registrava alta de 0,29% cotada a R$ 1,758

Cristina Canas, da Agência Estado,

19 de agosto de 2010 | 10h07

O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,06%, negociado a R$ 1,754 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,06%, cotada a R$ 1,753. Às 10h21, a divisa registrava alta de 0,29% cotada a R$ 1,758. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista não havia registrado negociações até as 10h13 (horário de Brasília).

Hoje, a notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria disposto a adiar a capitalização da Petrobras para depois das eleições, caso não esteja convencido de que o negócio renderá o máximo ao Tesouro, entraram no mercado doméstico de câmbio para ajudar a sustentar o piso informal de R$ 1,75 para o dólar.

Outro fator que sustenta a moeda americana é o consenso de que, com a cotação abaixo de R$ 1,75, as pressões para que governo atue no sentido de impedir recuos aumentarão. E os operadores se convenceram de que o Banco Central (BC) está disposto a ser mais agressivo na política cambial para se antecipar a eventuais pressões.

Primeiro ocorreu a consulta para medir uma eventual demanda por swaps cambiais reversos, feita pela autoridade monetária às mesas de operações no dia 23 de julho. Depois, surgiram declarações públicas do ministro da Fazenda, Guido Mantega, apoiando o uso desse instrumento. Em seguida apareceram as expectativas de retomada de dois leilões diários de compra de dólares no mercado à vista. Além disso, há a possibilidade de uso do Fundo Soberano do Brasil, que foi preparado para comprar dólares no mercado doméstico de câmbio no início do ano, mas ainda não foi utilizado.

No exterior, houve um início de manhã mais positivo, mas o humor do mercado mudou e a sinalização agora é de um dia ruim para as bolsas. Isso ajuda o dólar a se manter em alta no Brasil.

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