Dólar comercial abre em alta de 0,12%, a R$ 1,664

China volta a fazer sombra nos negócios financeiros, após anunciar mais um aumento do compulsório bancário, o que faz as expectativas para o dia piorarem

Cristina Canas, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2011 | 10h07

O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,12%, negociado a R$ 1,664 no mercado interbancário de câmbio. Às 10h17, a divisa subia 0,18%, a R$ 1, 665. No pregão de ontem, a moeda americana recuou 0,54% e foi cotada a R$ 1,662 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em baixa de 0,04%, a R$ 1,6623.

Hoje, a China volta a fazer sombra nos negócios financeiros. O país anunciou mais um aumento do compulsório bancário, o que fez as expectativas para o dia piorarem. Os mercados já se mostravam cautelosos, em meio às tensões políticas na África e no Oriente e à reunião do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo). Além disso, será feriado na segunda-feira nos EUA. Para analistas, o controle do crescimento chinês prejudica a recuperação da economia global e provoca um pequeno aumento na aversão ao risco.

No mercado de moedas, o beneficiado é o dólar, que ganhou fôlego generalizado ao encerrar a semana. As variações, no entanto, não eram expressivas em relação à maioria das divisas de países emergentes. "Como esses ajustes na China já são esperados e estão sendo feitos aos poucos, o impacto não é forte e tende a ser pontual", ressalta um operador do mercado brasileiro de câmbio.

Ele acrescenta que, para o restante do dia, é necessário acompanhar o desenrolar dos conflitos nos países da África e do Oriente, até porque a agenda de indicadores é fraca. Sem números relevantes a serem anunciados, um dos destaques do dia é o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, em Paris, sobre os desequilíbrios mundiais e a estabilidade financeira. O evento está previsto para começar às 11 horas (horário de Brasília).

No Brasil, o mercado vai ficar atento ao comportamento do Banco Central (BC). Isso porque ontem a autoridade monetária interrompeu a rotina e realizou um leilão - e não dois - de compra de dólares no mercado à vista. Bastou um pregão com intervenção única para alguns analistas do mercado começarem a vislumbrar o interesse do BC em usar a taxa de câmbio para auxiliar o combate à inflação. Na gestão anterior, em que a intervenção no câmbio era menor, havia quase consenso em torno da ideia de que o BC lançava mão desse instrumento. Desde o início do ano, porém, o entendimento é de que a prática foi interrompida.

Outros especialistas, porém, acreditam que ontem o fluxo foi negativo e, por isso, o BC comprou menos dólares, optando por somente um leilão. Até porque, ao contrário do que ocorreu em janeiro, este mês as aquisições do BC já ultrapassam o saldo do fluxo cambial, como mostraram os dados divulgados na quarta-feira. Até o dia 11, enquanto o fluxo de entradas líquidas de recursos no País somou US$ 2,585 bilhões, as compras de dólares elevaram as reservas internacionais em US$ 4,356 bilhões.

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