Dólar comercial abre em alta de 0,25%, a R$ 1,574

O mês chega ao fim e o mercado brasileiro de câmbio está às voltas com a habitual movimentação em torno da rolagem de posições em contratos de derivativos e da formação da ptax - taxa de câmbio calculada pelo BC

Cristina Canas, da Agência Estado,

28 de abril de 2011 | 10h17

O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,25%, negociado a R$ 1,574 no mercado interbancário de câmbio. Às 10h47, a divisa subia 1,02%, a R$ 1,586. No pregão de ontem, a moeda americana subiu 0,38% e foi cotada a R$ 1,57 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista não havia registrado negócios até as 10h08 (horário de Brasília).

O mês chega ao fim e o mercado brasileiro de câmbio está às voltas com a habitual movimentação em torno da rolagem de posições em contratos de derivativos e da formação da ptax - taxa de câmbio calculada pelo Banco Central (BC) - que liquidará os contratos futuros de maio. Ao mesmo tempo, os operadores se perguntam se haverá leilão de swap cambial reverso, já que no dia 2 vencem 27.500 contratos desse tipo, o equivalente a US$ 1,375 bilhão. Quem definirá a questão serão os próprios investidores, visto que o BC avisou que fará uma pesquisa de demanda hoje, entre as 18h e as 18h30.

Em meio a essas questões técnicas, os investidores se manterão atentos ao comportamento internacional das moedas. Hoje, o euro ficou acima de US$ 1,48 por um longo período, sinalizando mais um dia de desvalorização para a divisa norte-americana. No Brasil, os investidores vão acompanhar também o ritmo do fluxo cambial. Desde que o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% sobre empréstimos externos de até dois anos passou a ser cobrado, juntamente com o recolhimento do compulsório sobre posições vendidas superiores a US$ 3 bilhões ou ao patrimônio de referência, a liquidez diminuiu.

Levantamento do Banco Fator mostra que as saídas de dólares do País se aceleraram, com a média diária passando de US$ 1,23 bilhão nos três primeiros meses do ano para US$ 1,83 bilhão após 29 de março - aumento próximo a 50%. As entradas de recursos, por sua vez, pouco se alteraram.

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