Dólar comercial abre em alta de 0,33%, a R$ 2,159

O dólar comercial abriu hoje em queda de 0,05%, a R$ 2,151, no mercado interbancário. Logo em seguida, porém, inverteu o sinal e passou a cair. Às 9h55, a moeda norte-americana subia 0,33%, para R$ 2,159. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista, que começou o dia estável, valia também R$ 2,159 às 9h48, em alta de 0,37%. A previsão é de um dia de liquidez mais fraca para o mercado de câmbio nesta volta do feriado nacional, com os operadores atentos aos ativos externos, que ontem fecharam pressionados. As bolsas americanas encerraram a quinta-feira em baixa, com alertas negativos de construtoras sobre as perspectiva dos negócios no mercado imobiliário e as declarações da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de São Francisco, Janet Yellen. Ela disse que a inflação poderá levar anos para voltar à zona de conforto e que o Fed deveria manter um viés de alta. Nesta manhã, os índices futuros S&P e Nasdaq-100 operam no terreno positivo, mas muito perto da estabilidade. As bolsas européias também estão no azul, o petróleo recua, assim como o juro dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries). Como estamos no início do mês e pelo fato de a sexta-feira estar encravada entre o feriado e o final de semana, muitos exportadores deverão estar ausentes, o que pode comprometer a liquidez. O mercado também segue aguardando notícias de novas captações privadas. Esta semana o banco Votorantim confirmou que sua atual emissão em Eurobônus tem valor inicial de US$ 200 milhões. A emissão soberana em reais do Tesouro, de US$ 750 milhões (equivalente a R$ 1,6 bilhão) não deve ter impacto, uma vez que os recursos entrarão diretamente nas reservas, afirmaram operadores. As declarações de Yellen reforçam a atenção que o mercado terá com o discurso da presidente do Fed de Cleveland, Sandra Pianalto, que falará sobre inflação, expectativas de inflação e política monetária, às 11 horas. Também hoje o Fed divulga os dados do crédito ao consumidor em julho às 16 horas, para o qual economistas prevêem uma expansão de US$ 5,0 bilhões. Podem ainda influenciar o câmbio as expectativas em relação aos próximos passos da política monetária, na medida em que cresceram as apostas de um novo corte da Selic em 0,5 ponto em outubro após a divulgação da alta de apenas 0,05% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em agosto e dos recentes números fracos da atividade econômica. A conferir como ficará essa perspectiva após a interpretação que o mercado fará da ata do Copom, que foi divulgada às 8h30. Inflação e juros reais menores tendem a desestimular operações de arbitragens com dólar que têm contribuído para as quedas da moeda americana. Também esta manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) 7 de setembro ficou em 0,35%, acima do teto das estimativas dos analistas consultados pela Agência Estado, de 0,26%.

Agencia Estado,

08 de setembro de 2006 | 09h58

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