Dólar comercial abre em alta de 0,34%, a R$ 1,762

Às 10h20, a divisa registrava alta de 0,34% cotada a R$ 1,762

Cristina Canas, da Agência Estado,

20 de agosto de 2010 | 09h49

O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,34%, negociado a R$ 1,762 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,17%, cotada a R$ 1,756. Às 10h20, a divisa registrava alta de 0,34% cotada a R$ 1,762. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em alta de 0,14%, a R$ 1,7621.

Hoje, o sentimento de aversão ao risco espalha-se pelo mercado internacional de moedas, o que determinou a abertura em alta do dólar em relação ao real. No Brasil, não há novidades capazes de se sobrepor ao cenário externo na definição do ambiente de negócios. O que mais pesa no exterior são os indicadores ruins da economia norte-americana, divulgados ontem, que ainda afetam as bolsas da Europa. Os resultados financeiros de Dell e HP anunciados após o fechamento em Wall Street também decepcionaram.

No Brasil, o mercado vai continuar de olho nas novidades envolvendo a operação de capitalização da Petrobrás. Ontem, os operadores puxaram as cotações do dólar com as informações de que a operação pode ser adiada para depois das eleições, mas acabaram devolvendo boa parte da valorização no fim do dia.

Depois disso, à noite, os ministérios da Casa Civil, de Minas e Energia e da Fazenda publicaram nota na qual informam que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Petrobrás entregaram aos três ministérios "as avaliações preliminares realizadas pelas certificadoras por elas contratadas referentes à área do pré-sal passível de inclusão na cessão onerosa".

A nota informou ainda que o governo solicitou informações adicionais à ANP e à Petrobrás e que aguardará a conclusão dos laudos de certificação para a definição dos parâmetros da operação. A operação segue cercada de indefinições e o mercado deve manter isso no preço do dólar. A perspectiva de analistas era de que, se não ocorrer em setembro, a capitalização da Petrobrás deve se concretizar apenas em 2011.

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