Dólar comercial abre em alta de 0,34%, a R$ 1,771

Às 10h22, a divisa registrava ganho de 0,28% cotada a R$ 1,77

Cristina Canas, da Agência Estado,

25 de agosto de 2010 | 09h58

O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,34%, negociado a R$ 1,771 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,17%, cotada a R$ 1,765. Às 10h22, a divisa registrava ganho de 0,28% cotada a R$ 1,77. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em alta de 0,44%, a R$ 1,771.

Hoje, os mercados, que foram prejudicados pelos indicadores ruins divulgados ontem nos Estados Unidos, aguardam mais dados sobre a economia norte-americana. A esperança é de que os números do setor imobiliário que serão anunciados hoje - de vendas de imóveis residenciais - diminuam as preocupações surgidas com a derrocada na comercialização de usados. Assim, o dólar começou o dia com pequenas valorizações diante da maioria das moedas, mas sem definir uma trajetória firme.

Nos últimos dias, em meio ao sentimento de aversão ao risco, o iene vem subido, alcançando cotações recordes em 15 anos, em relação ao dólar e ao euro. Os investidores continuam atentos a eventuais medidas do Banco do Japão (BOJ, o banco central japonês) para evitar a continuidade da escalada do iene.

Entre os emergentes, a aversão ao risco têm efeitos distintos. Na maioria das vezes, o dólar desempenha papel de porto seguro, mas em outros momentos a moeda vacila. Ontem, os indicadores dos EUA foram tão fracos que os investidores venderam a moeda norte-americana. O real há muito vem sentindo o impacto da avaliação positiva dos investidores a respeito do Brasil e está entre as moedas que mais se valorizam.

Com a chegada de setembro, as perspectivas de fluxo positivo tendem a aumentar. Isso porque acabam as férias no hemisfério norte e os investidores esperam uma retomada das captações privadas no exterior. Além disso, há a tão esperada capitalização da Petrobras. Agora, surgem rumores de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciaria a operação em meio às comemorações de Sete de Setembro.

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