Dólar comercial abre em alta de 0,67%, a R$ 1,799

Às 10h16, a divisa registrava alta de 0,34%, a R$ 1,793

Cristina Canas, da Agência Estado,

20 de julho de 2010 | 09h49

O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,67%, negociado a R$ 1,799 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,28%, cotada a R$ 1,787. Às 10h16, a divisa registrava alta de 0,34%, a R$ 1,793. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em alta de 0,75%, a R$ 1,7992.

A cautela dos mercados, provocada pela apreensão com os testes de estresse nos bancos europeus e os dados fracos da economia norte-americana, recebeu hoje o reforço de balanços decepcionantes. A pressão de desvalorização do real, no entanto, continua sendo limitada pelos fundamentos internos positivos, que colocam o Brasil em destaque na reativação do mercado internacional de dívida privada, desde o início do mês.

Ontem, mais uma operação foi concluída. O Grupo Votorantim captou US$ 400 milhões, elevando para cerca de US$ 2,7 bilhões o montante conseguido em julho. Até o fim da semana passada, o Brasil respondia por metade de todos os recursos atraídos pela América Latina nas últimas semanas. Isso confirma a avaliação de analistas e investidores de que o País está passando pela crise em boas condições e deve se destacar ainda mais quando a má fase global estiver superada.

Embora no momento as estimativas dos especialistas sejam de fluxo negativo, essas emissões e as expectativas de que os recursos continuarão chegando ao País influenciam na taxa de câmbio a favor do real. Assim, se as tensões internacionais não deixam o dólar cair abaixo de R$ 1,75, a perspectiva dos operadores de câmbio é de que a situação econômica doméstica positiva também não permita que a moeda norte-americana se estabilize acima de R$ 1,80.

Vale lembrar que o mercado passa por um ajuste nas apostas para o resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), amanhã. O consenso de mais uma elevação de 0,75 ponto porcentual na Selic (a taxa básica de juros) foi quebrado e a fatia dos que esperam alta de 0,5 ponto porcentual está crescendo.

A segunda prévia de julho do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) mostrou inflação de 0,03% hoje, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) do mês acusou deflação de 0,09%. Para o câmbio, isso pode representar um reforço no ajuste de alta do dólar.

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