Dólar comercial abre em alta de 1,30%, a R$ 1,636

Notícias ruins sobre a atividade industrial na China e a piora na percepção sobre a crise das dívidas soberanas na Europa causam um sentimento de aversão ao risco ao mercado internacional

Cristina Canas, da Agência Estado,

23 de maio de 2011 | 10h05

O dólar comercial abriu o dia em alta de 1,30%, negociado a R$ 1,636 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de sexta-feira, a moeda americana recuou 1,34% e foi cotada a R$ 1,615 no fechamento. Nesta manhã, as notícias ruins sobre a atividade industrial chinesa e a piora na percepção sobre a crise das dívidas soberanas na Europa causam um sentimento de aversão ao risco ao mercado internacional.

Na China, o índice preliminar de atividade industrial, divulgado pelo HSBC, recuou de 51,8 em abril para 51,1 em maio, apontando desaceleração da economia. O mercado mais afetado por esta queda é o de commodities (matérias-primas), que já tem passado por ajustes fortes nas últimas semanas. Autoridades alfandegárias chinesas confirmaram redução nos desembarques de várias matérias-primas, incluindo soja e minério.

Além da China, o mercado ainda sente a notícia divulgada na sexta-feira, quando a agência de classificação de risco Standard & Poor''s anunciou o rebaixamento da perspectiva dos ratings (notas) da dívida soberana da Itália de "estável" para "negativa". Os mercados europeus, já fechados, remoeram a informação durante todo o final de semana, enquanto recebiam várias outras novidades preocupantes.

As eleições regionais na Espanha sancionaram uma derrota do partido socialista, que ainda está à frente do País e empenhado nas reformas. Com a derrota eleitoral, porém, essa tarefa deve ser dificultada. Além disso, segundo o Wall Street Journal, a ministra de Finanças da França, Christine Lagarde - a mais cotada para assumir o lugar de Dominique Strauss-Kahn no comando do Fundo Monetário Internacional (FMI) - indicou que daria apoio a um processo voluntário dos bancos de alongamento da estrutura de pagamento da dívida grega.

No Brasil, apesar da influência do cenário internacional, o mercado segue de olho nos acontecimentos de Brasília. As acusações ao ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, não afetam os negócios, mas a evolução do assunto é acompanhada. O mercado também mostra cada vez mais curiosidade sobre a saúde da presidente Dilma que, por causa de uma pneumonia, desmarcou alguns compromissos públicos recentemente.

Na agenda econômica, poucas coisas devem chamar a atenção. O destaque da semana para o mercado de câmbio devem ser os dados do fluxo cambial, na quarta-feira. Depois de secar em abril, o mercado doméstico de câmbio voltou a mostrar liquidez abundante em maio, com entradas de dólares fortes tanto no segmento comercial, quanto financeiro. Investidores querem ver se esse movimento continua.

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