Dólar comercial abre em baixa de 0,06%, a R$ 1,672

Mercado aguarda novo leilão de leilão de swap cambial reverso ao meio-dia, cuja perspectiva é que a operação repita o movimento de demanda forte e disputa acirrada pelos contratos

Cristina Canas, da Agência Estado,

21 de janeiro de 2011 | 10h08

O dólar comercial abriu o dia em queda de 0,06%, negociado a R$ 1,672 no mercado interbancário de câmbio. Às 10h17, a divisa cedia 0,12%, a R$ 1,671. No pregão de ontem, a moeda americana avançou 0,06% e foi cotada a R$ 1,673 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em alta de 0,22%, a R$ 1,6744.

Entre o fim da tarde e a noite de ontem, o mercado financeiro brasileiro viu surgirem anúncios da conclusão de três captações corporativas, totalizando US$ 6,7 bilhões. Já são mais de US$ 10 bilhões no mês. Além disso, os operadores têm destacado um movimento forte de arbitragem - compra de ativos em uma praça e venda na outra, sendo que o investidor embolsa a diferença. O Banco Central (BC), que retomou os dois leilões de compra de dólares no mercado à vista esta semana, também anunciou mais um leilão de swaps cambiais reversos, que somam US$ 1 bilhão.

O fluxo tem sido forte, o BC tem deixado uma parcela dele nas mãos dos investidores e as instituições já ajustaram boa parte das suas posições vendidas à nova regra que prevê compulsório de 60% para quem tiver exposição cambial superior a US$ 3 bilhões ou ao seu patrimônio de referência. Além disso, com juro básico de 11,25% ao ano, determinado pelo Comitê de Política Econômica (Copom) na quarta-feira, as arbitragens que já eram grandes foram intensificadas.

Já na semana passada, as taxas do leilão de swap cambial reverso superiores ao consenso mostraram que a demanda foi forte e a disputa pelos contratos foi acirrada. A perspectiva é de que o movimento se repita hoje. A operação vai ter início às 12 horas e o resultado será conhecido às 12h45.

O swap cambial reverso é um contrato feito entre o BC e instituições financeiras no mercado futuro. O swap vem do inglês "troca". Nesse caso, é feita uma troca de rentabilidades: dólar por juro. No período de vigência do contrato, o BC ganha a variação do dólar, a ser paga pelos bancos. As instituições financeiras, por sua vez, ficam com a remuneração da Selic (a taxa básica de juros da economia), que será bancada pelo governo.

Nos Estados Unidos, a agenda de indicadores está vazia. Na Europa, saiu o índice de clima para negócios na Alemanha medido pelo instituto de pesquisa Ifo, que subiu para 110,3 em janeiro, ante o dado revisado de dezembro de 109,8.

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