Dólar comercial abre em baixa de 0,11%, a R$ 1,758

Às 10h18, a divisa registrava alta de 0,34%, a R$ 1,7669

Cristina Canas, da Agência Estado,

23 de julho de 2010 | 10h04

O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,11%, negociado a R$ 1,758 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em queda de 1,40%, cotada a R$ 1,76. Às 10h18, a divisa registrava alta de 0,34%, a R$ 1,7669. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,28%, a R$ 1,756.

Enquanto espera pelos resultados dos testes de estresse dos bancos europeus, o mercado demonstra cautela, mas mantém um leve tom otimista, ainda por conta da empolgação de ontem e dos novos dados positivos na Alemanha e no Reino Unido. A maioria das bolsas internacionais registra alta e o euro é negociado ao redor de US$ 1,29.

No Brasil, os operadores ponderam que as cotações do dólar estão muito próximas dos níveis de suporte que vêm se mantendo nas últimas semanas, o que por enquanto limitaria a trajetória de queda. "Vamos aguardar os testes de estresse sem mudar muito o que está aí", afirmou um operador.

A perspectiva é de que, de maneira geral, as instituições europeias se saiam bem, embora devam ser identificados problemas, principalmente em bancos espanhóis e gregos. Muitos esperam que as notícias previstas para as 13 horas de hoje sirvam para garantir um cenário melhor daqui para a frente, com os problemas maiores da crise da dívida europeia deixados para trás. Se algo der errado nos testes de estresse, haverá repercussões negativas - e é isso que segura os mercados nesta manhã.

O sentimento é de que uma eventual conclusão negativa a respeito da saúde financeira europeia tenha impacto limitado no Brasil. Primeiro porque a identificação de uma situação mais grave está descartada. Segundo porque, ainda que os testes identifiquem problemas mais amplos do que esperado, a performance econômica do País deve continuar em destaque, como vem sendo desde o estouro da crise internacional, no fim de 2008.

Na Europa, as boas notícias de hoje surgiram da Alemanha e do Reino Unido. A confiança do empresariado alemão está no nível mais alto desde a unificação. O resultado é uma surpresa positiva, já que se esperava queda no indicador. O índice composto do instituto Ifo sobre a situação presente subiu 4,4 pontos, para 106,2 em julho.

No Reino Unido, o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre cresceu em ritmo superior ao que vem sendo visto em mais de quatro anos. Segundo dado preliminar, a expansão foi de 1,1% em comparação com o primeiro trimestre do ano e de 1,6% em relação ao segundo trimestre de 2009.

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