Dólar comercial abre em baixa de 0,17%, a R$ 1,771

Na BM&F, o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,08%, a R$ 1,772

Cristina Canas, da Agência Estado,

21 de julho de 2010 | 09h57

O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,17%, negociado a R$ 1,771 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,73%, cotada a R$ 1,774. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,08%, a R$ 1,772.

 

Hoje, o mercado internacional pende para o lado positivo. Os motivos são o resultado favorável da Apple, que alivia o sentimento negativo criado pelos dados ruins de outras empresas, e a expectativa de que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, anuncie novas medidas de estímulo à maior economia global. Bernanke fala hoje e amanhã ao Congresso norte-americano.

 

Nesta manhã, as principais bolsas europeias apresentavam alta e o dólar ganhava espaço ante o euro. Na Europa, as atenções continuam voltadas para os testes de estresse das instituições financeiras, o que gera incertezas. Embora ninguém espere um resultado desastroso, é consenso que o assunto tem potencial para gerar fortes reações no mercado.

No Brasil, os investidores podem tanto priorizar o alívio das bolsas, que melhora o sentimento geral de aversão ao risco, quanto a queda do euro. Se pesar mais o primeiro fator, o dólar vai recuar. Se o foco for o euro, o dólar subirá. O

desempate pode vir das variáveis domésticas.

 

Ontem, pesou a percepção de que o fluxo de dólares estava positivo e o real saiu fortalecido, a despeito do ambiente desfavorável no exterior. Além das recentes captações privadas, o mercado associou as entradas de dólares à força mostrada pelas ações de primeira linha na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e às expectativas de mais uma alta na Selic (a taxa básica de juros da economia). A decisão sobre juros do Comitê de Política Monetária (Copom) será divulgada hoje.

 

O resultado dos testes de estresse dos bancos europeus só será conhecido na sexta-feira. Quanto a Bernanke, se a

expectativa de medidas para incentivar a economia se concretizar, a novidade deve vir acompanhada de uma perspectiva de continuidade de juro baixo nos EUA, o que favorece o recuo da moeda norte-americana.

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