Dólar comercial abre em baixa de 0,19% a R$ 1,564

O dólar comercial abriu em baixa de 0,19%, cotado a R$ 1,564, no mercado interbancário de câmbio. Às 10h08, a moeda norte-americana era negociada também em queda de 0,19%, a R$ 1,564, nas primeiras transações da manhã desta quarta-feira. No mesmo horário, na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista estava em baixa de 0,32%, cotado a R$ 1,5615. O euro comercial, em alta de 0,41%, valia R$ 2,223.

PATRICIA LARA, Agencia Estado

20 de julho de 2011 | 10h08

O cenário relativamente positivo no exterior contribui para a abertura em baixa do dólar ante o real, sem que os investidores vislumbrem um panorama de atuação mais dura do governo brasileiro para estancar esse movimento cambial considerado favorável para ajudar no controle da inflação interna. Essa melhora externa antecede a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que deve concretizar mais um aumento de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic (juro básico da economia), trazendo-a para 12,50% ao ano, um nível inigualável de rendimento que mantém a atratividade para a entrada de fluxo de capital no País.

A despeito de os mercados externos continuarem presos dentro dos recentes limites de oscilação, com investidores no aguardo de uma resolução para o impasse da dívida norte-americana e dos resultados do encontro da União Europeia (UE) amanhã, o otimismo voltou às mesas. E esse fator deve continuar como determinante do rumo cambial doméstico.

Para o diretor da Tesouraria do Banco Prosper, Jorge Knauer, não deve haver nenhuma medida de amplo impacto para segurar o câmbio, mas esse analista não descarta que o BC continue fazendo leilão de swap cambial reverso. Na percepção desse analista, o governo não trabalha com nenhum número cabalístico que sirva de gatilho para novas ações. "O fato de o dólar estar nesse patamar ajuda na inflação. Nesse aspecto, o BC e o governo devem dar uma relevada na valorização do real para ajudar na inflação", comentou

Hoje o IBGE divulgou que o IPCA-15 de julho desacelerou para 0,10%, de 0,23% em junho. O nível ficou no piso das estimativas coletadas pela Agência Estado. O dado é a última peça que antecede a decisão do Copom de hoje.

A despeito da melhora do humor, as negociações sobre como desatar o nó de países endividados com baixo vigor econômico para ter receita para fazer frente a suas obrigações continua no exterior. Hoje, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, convocou os governos da região a encontrar uma solução na cúpula marcada para amanhã.

O mercado também resgata a expectativa de uma solução bipartidária para elevar o teto da dívida norte-americana.

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