Dólar comercial abre em baixa de 0,19% a R$ 1,593

O dólar comercial abriu as negociações no mercado interbancário de câmbio nesta terça-feira em baixa de 0,19%, a R$ 1,593. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista era transacionado nesta manhã a R$ 1,5914, baixa de 0,26% em relação ao fechamento do pregão ontem. O euro comercial registrava leve alta de 0,04%, cotado a R$ 2,279.

CRISTINA CANAS, Agencia Estado

28 de junho de 2011 | 10h02

Conforme vai se aproximando o momento da votação das medidas de austeridade fiscal no Parlamento grego, as tensões aumentam. Mas os investidores e analistas do mercado financeiro continuam apostando na aprovação do ajuste nos termos exigidos pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional, já que o consenso é de que, sem ele, a Grécia mergulharia numa provável moratória desordenada da dívida e num consequente caos econômico.

Hoje, inclusive, o comissário econômico europeu, Olli Rehn, afirmou publicamente que a União Europeia não tem um plano B para evitar uma moratória da Grécia caso o Parlamento grego rejeite a legislação de austeridade proposta pelo primeiro-ministro do país, George Papandreou. "A única maneira de evitar um default imediato é o Parlamento endossar o programa econômico revisado", disse Rehn em um comunicado. "Para aqueles que especulam sobre outras opções, quero ser claro: não há plano B para evitar um default", acrescentou.

O aviso foi dado diante de informações na imprensa europeia de que haveria um plano B para a Grécia e perante o fato de que a população do país continua dando demonstrações fortes de oposição ao ajuste. Nesta terça-feira, a Grécia está parada por uma greve geral, que deve durar 48 horas. É a segunda greve geral a atingir o país neste mês. Hoje, houve confrontos em Atenas, entre dezenas de jovens anarquistas e a polícia, nas proximidades do Ministério das Finanças.

Enquanto isso, o presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, tenta acalmar os parlamentares do Reino Unido afirmando que a instituição está elaborando planos de contingência para lidar com possíveis consequências de um default soberano na zona do euro.

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