Dólar comercial abre em baixa de 0,19%, a R$ 1,596

Em dia de poucas notícias, o mercado avalia a afirmação do presidente do BC, Alexandre Tombini, de que há condições de melhorar a regulação cambial, mas que isso deve ser feito com cautela

Cristina Canas, da Agência Estado,

30 de maio de 2011 | 10h05

O dólar comercial abriu o dia em queda de 0,19%, negociado a R$ 1,596 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de sexta-feira, dia 27, a moeda americana caiu 1,05% e foi cotada a R$ R$ 1,599 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em baixa de 0,19%, a R$ 1,596.

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou nesta manhã que há condições de melhorar a regulação cambial, mas que isso deve ser feito com cautela. A declaração ocorreu durante um seminário sobre o mercado de câmbio para a Copa de 2014, evento organizado pela própria instituição. Apesar de as mudanças regulatórias do mercado de câmbio terem sofrido alterações aos poucos nos últimos anos, as mudanças recentes têm coincidido com ações para facilitar a saída de dólares do País, já que a abundância de recursos tornou-se um problema.

Além da declaração de Tombini, há poucas expectativas para os negócios dessa segunda-feira. O dia é de feriado nos Estados Unidos e na cidade de Londres, o que diminui boa parte dos negócios habituais do mercado internacional de câmbio. Por outro lado, abrem espaço para que o dólar recupere parte das perdas registradas na semana passada diante da maioria das moedas, ainda que com fôlego reduzido.

Sem indicadores que possam lembrar aos investidores a fragilidade da recuperação da economia dos EUA, as preocupações de hoje no mercado internacional voltam a ser com a crise das dívidas soberanas europeias, mais especificamente a da Grécia. A imprensa noticiou, durante o fim de semana, que as metas fiscais do país não foram atingidas. Embora isso tenha sido negado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a notícia pesa no mercado de moedas. Também não foi concluída a avaliação sobre os progressos feitos na economia do país, que poderá avalizar ou não a liberação da segunda parcela de auxílio do fundo. Nem houve consenso também sobre que tipo de ajuda financeira adicional a Grécia precisa e receberá.

No Brasil, o mercado deve concentrar-se nos movimentos que envolvem a formação da ptax que será usada na liquidação dos contratos futuros de junho. Os investidores estrangeiros, que costumam ser fortemente atuantes no interbancário às vésperas de vencimento, estão fortemente vendidos no mercado de derivativos cambiais. Isso pode gerar pressão de baixa nas cotações no decorrer do pregão se o cenário permitir.

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