Dólar comercial abre em baixa de 0,25%, a R$ 1,592

Mercado aguarda decisão do Parlamento grego, que dá hoje seu voto de confiança ao governo do primeiro-ministro, George Papandreou

Cristina Canas, da Agência Estado,

21 de junho de 2011 | 10h11

O dólar comercial abriu o dia em queda de 0,25%, negociado a R$ 1,592 no mercado interbancário de câmbio. Às 10h22, a divisa cedia 0,13%, a R$ 1,594. No pregão de ontem, a moeda americana recuou 0,06% e foi cotada a R$ 1,596 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em queda de 0,14%, a R$ 1,5917.

Se o futuro do euro depende do controle da crise das dívidas soberanas, como afirmam os analistas, ele está nas mãos do Parlamento grego, que dá hoje seu voto de confiança ao governo do primeiro-ministro, George Papandreou. Os mercados estão confiantes na aprovação, diante do fato de que uma eventual recusa colocará a Grécia na rota do default (não pagamento da dívida) e interromperá o auxílio da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao país.

Se o parlamento grego preferir ouvir a população do país - que tem feito protestos frequentes e agressivos contra os ajustes fiscais - e não os analistas econômicos e os líderes dos demais países da zona do euro, de nada adiantarão também as promessas de economias fortes de auxílio à Europa. Depois da China, que hoje reiterou compromisso de dar suporte para o crescimento da Europa, o Japão, por meio do ministro de Finanças, Yoshihiko Noda, afirmou que o país vai aumentar os empréstimos para a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) para ajudar a resolver a crescente crise de dívida da Grécia.

Como a decisão final do Parlamento grego só será tomada depois que os mercados fecharem na Europa e no Brasil e os investidores do mercado doméstico de câmbio continuam colados no comportamento externo, que no momento é positivo, o pregão de hoje promete garantir ganhos ao real.

Merecem registros ainda os alertas de Fitch, que ameaçou a estabilidade dos ratings dos EUA caso o país não consiga aumentar o teto da dívida e, como resultado, não cumpra um pagamento de cupom (juro nominal) em 15 de agosto.

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