Dólar comercial abre em baixa de 0,34%, a R$ 1,764

Às 10h19, a divisa registrava  declínio de 0,45%, a R$ 1,762

Cristina Canas, da Agência Estado,

29 de julho de 2010 | 10h01

O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,34%, negociado a R$ 1,764 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou estável, cotada a R$ 1,77. Às 10h19, a divisa registrava  declínio de 0,45%, a R$ 1,762. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,06%, a R$ 1,7644.

Hoje, o euro é impulsionado por balanços positivos e um Indicador de Sentimento Econômico da Comissão Europeia acima do esperado, de 101,3 em julho. As moedas de países emergentes acompanham o movimento e ganham valor em relação ao dólar, o que deve incluir o real. Se os balanços europeus positivos realmente são o principal fator a sustentar a valorização do euro, as moedas emergentes, mais especificamente as latino-americanas, devem subir ainda mais.

Afinal, o destaque do dia é a Telefónica, que informou lucro 16% maior no segundo trimestre, impulsionado pelo aumento da receita de seus negócios na América Latina. O Santander amargou recuo de 8% no lucro do segundo trimestre deste ano, mas a queda poderia ser ainda maior, se não fosse o desempenho no Brasil e no reino Unido.

Internamente, ainda há perspectivas de entradas de recursos. Ontem, o banco Panamericano captou US$ 300 milhões. O fluxo cambial financeiro para o País foi positivo entre a quarta-feira e a sexta-feira da semana passada e, ontem, o mercado estimou o ingresso de US$ 1,5 bilhão.

A única variável a impedir recuos maiores do dólar é a perspectiva de que o Banco Central (BC) possa atuar no mercado por meio de leilões de swap cambial reverso. Por esses leilões, as instituições financeiras compram contratos e recebem uma taxa de juros. O BC, por sua vez, ganha a variação cambial no período de validade dos contratos.

A autoridade monetária adicionou esse risco ao mercado de câmbio na semana passada, ao consultar as mesas sobre uma eventual demanda para esses contratos que, na prática, representam compra de moeda estrangeira pelo BC. Ainda assim, os operadores avaliam que, a cada dia, o temor de que o leilão se efetive vai diminuindo.

Hoje o movimento também pode ser influenciado pela rolagem de posições no mercado futuro de dólar. Os contratos de agosto vencem na próxima segunda-feira e a ptax - taxa calculada pelo BC que serve de referência para os contratos futuros - será fechada amanhã. Vale registrar que o Banco Central (BC) divulgou hoje a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). De acordo com o documento, o ritmo de alta de juros diminuiu porque ficaram menores os riscos inflacionários vindos do exterior. Ao olhar para o cenário interno, a ata pondera que "a economia tem se deslocado para a trajetória condizente com o equilíbrio".

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