Dólar comercial abre em baixa de 0,36%, a R$ 1,671

Ontem, o Banco Central fez dois leilões de compra de moeda no mercado à vista, após vários dias com uma única atuação

Cristina Canas, da Agência Estado,

19 de janeiro de 2011 | 09h59

O dólar comercial abriu o dia em queda de 0,36%, negociado a R$ 1,671 no mercado interbancário de câmbio. Às 10h17, a divisa caía 0,42% e era negociada a R$ 1,670. No pregão de ontem, a moeda americana recuou 0,36% e foi cotada a R$ 1,677 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em queda de 0,39%, a R$ 1,669.

Ontem, o Banco Central (BC) fez dois leilões de compra de dólares no mercado à vista, após vários dias com uma única atuação. Com isso, a cotação do dólar acabou se segurando com folga acima de R$ 1,67. E hoje será mais um dia sem leilão de swap cambial reverso. "O BC comprou de US$ 600 a US$ 700 milhões nos leilões de ontem, segundo estimativas, e o dólar se segurou bem. Aparentemente havia fluxo que foi enxugado", disse um operador, acrescentando que nos últimos pregões o BC tem adquirido volumes menores de moeda.

Na avaliação do mercado, sem medidas cambais a trajetória do dólar ante o real segue a dinâmica internacional e as influências do fluxo, que tem sido positivo. As estimativas são de que as entradas de recursos continuem fortes. Afinal nada mudou no quadro registrado em 2010, de economia nacional em crescimento, com baixo risco e juros altos. Ao contrário, com o repique da inflação, o mercado já computou um novo aumento na taxa de juros, o que deve ser definido na reunião de hoje do Comitê de Política Monetária (Copom). Isso só reforça a atratividade para os capitais. Além disso, as captações corporativas externas estão em momento de vigor.

As estimativas quase consensuais são de que a elevação da Selic (a taxa básica de juros da economia) seja de 0,5 ponto porcentual hoje, para 11,25% ao ano. De acordo com o levantamento da Focus, feito pelo BC, esse seria o primeiro aumento de vários, que colocariam a taxa básica de juros em 12,25% ao ano no fim de 2011. Nos contratos futuros de DI, a curva está ainda mais acentuada, em 13%. De qualquer forma, se a decisão de hoje ficar em linha com o esperado, não haverá mudanças no câmbio. "Hoje não há muito assunto para o dólar e os investidores vão ficar aguardando o Copom, mas no câmbio só há reflexo se a decisão for muito fora do previsto", afirmou um profissional.

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