Dólar comercial abre em baixa de 0,38% a R$ 1,572

Após a aprovação das medidas de austeridade fiscal na Grécia, moeda passou para o campo da estabilidade

Cristina Canas, da Agência Estado,

29 de junho de 2011 | 10h14

O dólar comercial abriu a quarta-feira em baixa de 0,38%, negociado a R$ 1,572 no mercado interbancário de câmbio. Às 10h47, a divisa seguia estável, a R$ 1,578. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista estava cotado por volta das 10h10 a R$ 1,5719, baixa de 0,35%. O euro comercial recuava 0,22% no mesmo horário, a R$ 2,26.

O jogo está pesado no mercado de derivativos cambiais às vésperas do último vencimento que contará com a Ptax calculada por média ponderada. Somente de segunda-feira para ontem, os investidores estrangeiros - players que mais especulam com esse tipo de ativo - aumentaram a posição vendida em derivativos cambiais (DDI mais dólar futuro) de 414.337 contatos (US$ 20,717 bilhões) para 426.297 contratos (US$ 21,315 bilhões).

No dólar futuro, que segundo profissionais do mercado é o ativo preferido nas apostas de curto prazo dos estrangeiros em real, o pulo foi de 131.560 contratos (US$ 6,578 bilhões) para 151.809 contratos (US$ 7,590 bilhões) entre o fechamento do pregão do dia 27 e o de terça-feira.

A aposta no real, que se repete há muito tempo, está apoiada no fato de o Brasil se apresentar como uma das economias mais firmes e promissoras desde o estouro da crise financeira global, ao mesmo tempo em que detém taxas de juros altas. Afinal, isso garante remunerações incomparáveis, principalmente neste momento em que os países desenvolvidos possuem políticas de afrouxamento monetário.

Ainda assim, o real é considerada uma moeda de risco e, portanto, as apostas dos grandes players internacionais na moeda consideram, também, um desfecho positivo para o imbróglio grego.  Hoje o o Parlamento grego aprovou o controverso plano de austeridade fiscal de cinco anos, conforme prometido aos credores institucionais internacionais. Segundo contagem da Dow Jones, o pacote foi aprovado com pelo menos 151 votos favoráveis no Parlamento composto por 300 assentos.

A aprovação do pacote de 28,4 bilhões de euros em cortes de gastos e novos impostos é uma condição para a liberação da tranche de 12 bilhões de euros do programa de ajuda de 110 bilhões de euros do ano passado e para a aprovação de uma nova ajuda financeira. Sem esses recursos, a Grécia teria de dar um calote em suas dívidas.

O primeiro-ministro, George Papandreou, havia alertado o Parlamento de que não havia um plano B para evitar o pior ao país se as medidas não fossem aprovadas. Com informações da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
câmbiodólareuromoedasGrécia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.