Dólar comercial abre em baixa de 0,47% a R$ 1,702

Às 10h10, a divisa registrava queda de 0,35% cotada a R$ 1,704

Cristina Canas, da Agência Estado,

29 de setembro de 2010 | 10h08

O dólar comercial abriu as negociações hoje no mercado interbancário de câmbio em baixa de 0,47%, cotado a R$ 1,702. Às 10h10, a divisa registrava queda de 0,35% cotada a R$ 1,704. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista estava cotado a R$ 1,705 nesta manhã, recuo de 0,26%.

Já passa de US$ 10 bilhões o montante de captações privadas concluídas (US$ 9 bi já fechadas e US$ 1,3 bi em andamento) ou em curso no mês de setembro, sem contabilizar a operação da Petrobrás. Só isso já seria suficiente para colocar o dólar em trajetória de queda ante o real, mas tem mais. Desde que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) mostrou disposição para tomar novas medidas para incentivar a enfraquecida economia moeda norte-americana, o dólar iniciou uma nova onda de perdas no mercado internacional, pressionando ainda mais a valorização cambial, por aqui. Hoje, o euro ultrapassa US$ 1,36, marca que não visitava desde o dia 15 de abril, pouco antes de eclodir a crise das dívidas soberanas.

Vale lembrar que, em 15 de abril, o dólar atingiu máxima de R$ 1,754 ante o real e encerrou o pregão a R$ 1,753. Mas, na época, a pressão do fluxo para o Brasil era menor, embora nada desprezível. Abril é o segundo mês no ranking de captações externas mensais de 2010, com US$ 5,6 bilhões e o dólar chegou ao dia 30 cotado a R$ 1,737. Já em outubro de 2009, quando as captações foram da ordem de US$ 13 bilhões - acentuadas pela operação do Santander - o dólar foi a R$ 1,699 e o governo instituiu o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para entrada de capital estrangeiro.

Não é à toa que o tema voltou à baila. Ontem tanto o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, quanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disseram que mexer no imposto é uma medida que não está descartada. Embora Mantega tenha dito que não é para já, o mercado segue atento aos movimentos, convicto de que, além do enxugamento do fluxo feito diariamente pelo Banco Central com os leilões de compra de dólar no mercado à vista, outras medidas para conter o câmbio poderão realmente ser adotadas. Na lista tem o Fundo Soberano do Brasil, os leilões de swap cambial e o IOF. Não necessariamente nessa ordem.

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