Dólar comercial abre em queda de 0,13% a R$ 1,558

O dólar comercial abriu hoje em queda de 0,13%, cotado a R$ 1,558, no mercado interbancário de câmbio. Às 10h09, a moeda norte-americana era negociada em queda de 0,06%, a R$ 1,559, nas primeiras transações desta quinta-feira. No mesmo horário, na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista estava em queda de 0,21%, a R$ 1,5568. O euro comercial, em alta de 0,59%, valia R$ 2,232.

PATRICIA LARA, Agencia Estado

21 de julho de 2011 | 10h08

Hoje todas as atenções se voltam para quais serão as ações concretas das autoridades da zona do euro para o enfrentamento da crise da Grécia. Perto das 9h55, a prévia do documento da zona do euro sobre um novo acordo para a Grécia dava força para o euro e para as bolsas europeias, embora ainda fosse um comunicado preliminar, segundo Mark McCormick, analista da Brown Brothers Harriman, citado pela Dow Jones.

O que torna os mercados otimistas é que "parece que serão aumentados a flexibilidade e o escopo da forma como a EFSF (Linha de Estabilidade Financeira Europeia) funciona", o que reduziria a necessidade de o Banco Central Europeu (BCE) ser o comprador de "último recurso" na zona do euro, comentou o analista.

As cotações locais não devem se ressentir das sinalizações emitidas pelo comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que removeu o trecho que sinalizava que o ciclo de aperto seria suficientemente prolongado.

Após elevar a taxa Selic (juro básico da economia) para 12,50% ao ano, a reformulação do comunicado pavimenta uma pausa em agosto, mas há muito debate nas mesas. "Não faz muita diferença, 12,50%, 12,75%, diante do diferencial do juro interno", comentou um experiente profissional da mesa de um dos maiores bancos do País, referindo-se à distância ampla que separa o rendimento doméstico frente ao ofertado em outras moedas.

Na reunião de ontem, o Copom retirou o termo "suficientemente prolongado" que aparecia no texto anterior. A remoção do trecho gera debates sobre se o atual ciclo de aperto monetário terá uma pausa ou chegou ao fim. A taxa básica subiu para 12,50% ao ano em votação unânime.

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