Dólar comercial abre em queda de 0,24%, a R$ 1,668

A partir de hoje, o Banco Central passa a ser um operador completo no mercado de câmbio. A autoridade monetária já atuava no mercado à vista, no futuro e, agora, pode fazer também operações a termo

Cristina Canas, da Agência Estado,

26 de janeiro de 2011 | 10h17

O dólar comercial abriu o dia em queda de 0,24%, negociado a R$ 1,668 no mercado interbancário de câmbio. Às 10h22, a divisa cedia 0,18%, a R$ 1,669. No pregão de ontem, a moeda americana terminou o dia estável, cotada a R$ 1,672. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu hoje em queda de 0,22%, a R$ 1,6689.

A partir de hoje, o Banco Central (BC) passa a ser um operador completo no mercado de câmbio. A autoridade monetária já atuava no mercado à vista, no futuro e, agora, pode fazer também operações a termo. Na prática, estas operações funcionam como no leilão à vista, mas com a entrega dos dólares em um data futura, com a taxa estimada considerando a variação do DI e da taxa cambial. Enquanto o mercado analisa o efeito desta novidade, anunciada ontem, nas transações, a percepção dos especialistas é de que o mercado doméstico de câmbio ficará "estancado".

Em um primeiro momento, a avaliação é de que o efeito das intervenções no mercado a termo será no sentido de impedir especulações com entradas volumosas de dólares. Habitualmente, ao saber de uma captação alta, que vai gerar entradas em alguns dias ou semanas, os operadores antecipam a chegada desses recursos por meio de vários tipos de operações, que interferem nas cotações e nas taxas de juros em dólar. O leilão a termo pode ser usado pelo BC para absorver essas entradas antecipadamente, tentando anular esses movimentos de antecipação. Até agora, com os leilões no mercado à vista, o BC conseguia somente atuar no momento do ingresso efetivo de dólares.

"O BC deve usar esse instrumento quando souber de uma operação de entrada de recursos volumosa. Falava-se que esse tipo de leilão foi cogitado no fim do ano passado, quando houve a capitalização da Petrobras. Questões legais devem ter impedido e (a novidade) veio agora", disse um operador.

Vale lembrar que o volume de entradas de recursos neste mês continua forte. Segundo informou ontem o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, o fluxo cambial em janeiro, até a última sexta-feira, dia 21, foi positivo em US$ 9,205 bilhões. No período, o fluxo comercial foi positivo em US$ 257 milhões. Já o fluxo financeiro teve saldo positivo de US$ 8,948 bilhões.

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