Dólar comercial abre em queda de 0,26%, a R$ 1,56

Mercados não esperam mudanças imediatas na política monetária frouxa dos EUA e acreditam que a liquidez em moeda americana continuará alta

Cristina Canas, da Agência Estado,

27 de abril de 2011 | 10h08

O dólar comercial abriu o dia em queda de 0,26%, negociado a R$ 1,560 no mercado interbancário de câmbio. Às 10h20, a divisa cedia 0,19%, a R$ 1,561. No pregão de ontem, a moeda americana caiu 0,51% e foi cotada a R$ 1,564 no fechamento. Hoje termina a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Em seguida, haverá a estreia das entrevistas à imprensa do presidente da instituição, Ben Bernanke, sobre o encontro.

O procedimento, que já é comum na Europa, é inaugurado nos EUA quando o mundo inteiro sente as consequências de uma política monetária frouxa naquele país e aguarda ansioso por alterações. Até entre os membros do Fed há aqueles que defendem um aperto na política econômica norte-americana. Portanto, qualquer sinal nesse sentido teria repercussões.

Ainda assim, os mercados demonstram que não esperam mudanças imediatas. As apostas ainda são de que a liquidez em dólar continuará alta, e de juros dos EUA muito baixos. As bolsas registram pequena alta, e o dólar segue de lado, com leve tendência de queda diante da maioria das moedas.

Outro ponto importante para o mercado foi a notícia de que a agência de classificação de risco Standard & Poor''s (S&P) cortou sua perspectiva para a nota (rating) de longo prazo da dívida soberana do Japão de estável para negativa. O motivo é o risco de que o terremoto e o tsunami que atingiram o país em março levem a uma deterioração da situação fiscal. Porém, o impacto foi pequeno e a percepção dos analistas do mercado doméstico de câmbio é de que houve reação pontual, já absorvida.

Os especialistas avaliam também que o pronunciamento de Bernanke vai influenciar o mercado se algo criar a expectativa de que mudanças serão feitas na política norte-americana no curto prazo. Recentemente, membros do Fed sinalizaram nesse sentido e influenciaram os mercados internacionais, com valorização do dólar. Posteriormente, o próprio Bernanke esfriou as expectativas e o ajuste foi forte.

"Agora a cotação do dólar só deve mexer se Bernanke deixar alguma brecha para alteração na política monetária num horizonte mais curto ou se o mercado entender que o ajuste feito foi exagerado", disse um dos operadores consultados na manhã de hoje pela Agência Estado.

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