Dólar comercial abre em queda de 0,44%, a R$ 1,583

O dólar comercial abriu o dia em queda de 0,44%, negociado a R$ 1,583 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda americana avançou 0,76% e foi cotada a R$ 1,59 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em queda de 0,43%, a R$ 1,5825.

CRISTINA CANAS, Agencia Estado

20 de abril de 2011 | 14h44

Depois de digerirem com nervosismo a perspectiva negativa na classificação de risco dos EUA, definida pela Standard & Poor''s ontem, os mercados tentam engatar uma recuperação hoje. Por enquanto, os índices futuros das bolsas de Nova York exibem altas tímidas. No mercado de câmbio, o avanço das moedas emergentes ante o dólar é um pouco maior, já que o euro computa os dados positivos na Europa e beneficia o restante do mercado.

O crescimento do setor privado na zona do euro surpreendeu positivamente, com o índice dos gerentes de compra subindo para 57,8 em abril, o segundo maior resultado desde junho de 2007. Isso abafou o dado ruim da confiança do consumidor da zona do euro, que passou de -10,6 em março para -11,4 em abril. Além disso, vendas fortes do setor automobilístico e de bens de luxo injetam ânimo. O quadro se completa com a captação soberana feita pela Grécia, em montante acima do esperado e com juro que foi considerado razoável para o atual momento de risco que atravessa o país.

No Brasil, a frustração com duas captações externas nos últimos dias foi considerada pontual. Ontem, o Banco Pine suspendeu uma emissão de US$ 300 milhões e, na sexta-feira, o Banco Bonsucesso desistiu de emitir US$ 200 milhões. "Em momentos de tensão externa, o custo sobe e a operação é adiada, mas a avaliação de que o fluxo para o País continuará positivo permanece", disse um profissional.

O mercado de câmbio vai observar também o comportamento dos juros, que se movimentam de olho no resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa hoje e termina amanhã. Embora a decisão sobre a Selic (a taxa básica de juros da economia) tenha impacto marginal no câmbio, em um primeiro momento, não escapa aos analistas a ideia de que as políticas monetária e de câmbio andam juntas.

Afinal, o próprio mercado identificou nas últimas medidas cambiais - de cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% nos empréstimos externos de até dois anos - uma preocupação maior com o controle da atividade econômica do que com a taxa de câmbio. O governo quer controlar a quantidade de dinheiro disponível para crédito e busca fechar essa torneira de recursos.

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