Dólar comercial abre em queda de 0,44%, a R$ 1,792

Na BM&F, dólar à vista abriu as negociações em queda de 0,42%, a R$ 1,793 

Cristina Canas, da, Agência Estado

25 de março de 2010 | 10h22

O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,44%, negociado a R$ 1,792 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 1,29%, cotada a R$ 1,80. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,42%, a R$ 1,793.

Economistas e operadores do mercado financeiro dividem hoje suas atenções entre dois documentos importantes: as novas normas para o mercado de câmbio e a ata do Comitê de Política Monetária (Copom). As primeiras avaliações são de que as normas simplificam o funcionamento dos negócios e caminham no sentido da liberalização. Assim, como disse ontem o próprio presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, as alterações dão continuidade a um trabalho que começou lá atrás e foi temporariamente interrompido pela crise global. Alguns especialistas acham que isso é motivo para a queda do dólar.

Outros ressaltam a mudança de prazo para as compras de dólares do Tesouro e identificam nela um potencial para pressão de alta nas cotações. Anteriormente, a União podia adquirir dólares até 360 dias antes da data do vencimento de um empréstimo internacional a ser honrado. Agora, poderá fazer isso até 750 dias antes. As primeiras contas do mercado são de que, hoje, isso representa uma demanda adicional potencial no mercado doméstico de câmbio de US$ 2 bilhões. Se os investidores resolverem precificar isso, haverá uma pressão de alta no dólar ante o real.

Indiretamente, a simplificação do mercado também pode ter influência em preços, já que facilita o vaivém de fluxos internacionais. Isso Meirelles admitiu ontem ao afirmar que "quanto melhor funcionam os mercados, melhor é a formação dos preços. Existiam alguns problemas que podiam distorcer o mercado". Porém, esse impacto tende a ser diluído, praticamente imperceptível e sem capacidade de mudar o rumo do mercado, mesmo no curto prazo.

A abertura do mercado doméstico de câmbio hoje continuou sendo determinada mais fortemente pelas duas variáveis que vêm pautando os negócios nos últimos dias: o cenário internacional e as perspectivas de fluxo cambial. Durante o dia, as atenções devem se voltar para o encontro de cúpula da Comissão Europeia, que reúne governantes dos maiores países da região em busca de uma saída para evitar que a crise grega abale as estruturas do euro.

Essa maior tranquilidade na Europa abre espaço para os investidores considerarem positivamente as perspectivas de fluxo positivo para o Brasil. Vale registrar que eventuais mudanças nas apostas do mercado de juros, em decorrência da ata do Copom, podem resvalar em fluxo cambial e alterar as cotações do dólar.

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