Dólar comercial abre em queda de 0,77%, a R$ 1,673

Moeda devolve parte da alta de ontem com mercado focando estrangeiros

Cristina Canas, da Agência Estado,

20 de outubro de 2010 | 10h17

O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,77%, negociado a R$ 1,673 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 1,32%, cotada a R$ 1,686. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,61%, também a R$ 1,673.

Depois de reagir fortemente à alta de juros na China e às medidas cambiais do Brasil, o mercado internacional de moedas abre o dia de hoje vendendo dólares. No entanto, a direção do dólar ante o real durante o dia vai ser acompanhada de perto pelos operadores. O consenso é de que os negócios sofreram ontem forte impacto internacional, o que reduziu o efeito da alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), para 6%, sobre o capital estrangeiro na renda fixa e as margens de transações de câmbio no mercado de derivativos.

De acordo com dados da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) coletados pelo Banco Fator, os estrangeiros compraram 43,4 mil contratos de dólar futuro e cupom cambial (DDI) no pregão de ontem. "Mas nunca ninguém vai saber se impulsionados pelo aumento do risco externo ou por reação às medidas anunciadas pelo Ministério da Fazenda", disse um operador.

Hoje, todos estarão de olho nas decisões dos investidores estrangeiros, principalmente nos mercados futuros. A avaliação geral é de que o governo vai fazer o mesmo. E caso conclua que o dólar não está reagindo como deveria, o governo pode fazer novas intervenções no mercado. Por isso, embora garantam que as medidas cambiais são incapazes de inverter a trajetória de queda da moeda norte-americana por muito tempo, já que ela é resultado de um contexto internacional de juro baixo e farta liquidez, os operadores estimam que as perdas do dólar ante o real serão menores nos próximos pregões. "As mudanças recentes e as expectativas de novas ações do governo devem gerar compras sempre que o dólar se aproximar de R$ 1,65, R$ 1,66", disse um especialista.

Tudo o que sabemos sobre:
dólarcâmbiocomercialBM&F

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.