Dólar comercial cai 0,78% e encerra valendo R$ 2,279

O dólar comercial devolveu a alta exibida após a divulgação do núcleo do índice de preços ao consumidor americano (CPI, que apontou inflação acima da esperada), e fechou em queda de 0,78%, cotado a R$ 2,279, no mercado interbancário, após oscilar entre a mínima de R$ 2,274 e a máxima de R$ 2,311. A moeda firmou-se em baixa durante à tarde sustentada pelo fluxo comercial e financeiro positivo e ofertas de algumas tesourarias, que já teriam assimilado a idéia de que a persistente pressão sobre os núcleos de inflação nos EUA poderá justificar mais um aumento de 25 pontos, para 5,25% na taxa de juro de curto prazo dos EUA, na reunião do Comitê de Mercado Aberto do banco central norte-americano de 29 de junho. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista também encerrou cotado em R$ 2,279 (-0,78%). "O mercado sabe que a volatilidade vai persistir, por isso, tende a operar no curtíssimo prazo e a aproveitar as oportunidades de alta dos preços para ajustar posição", observou um operador. O destaque de fluxo hoje teria sido um ingresso financeiro de uma empresa, estimulado em cerca de US$ 200 milhões. As declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Dallas, Richard Fisher, de que é vital para o Fed manter as expectativas de inflação sob controle, de modo a impedir altas reais de preços no futuro, também alimentam expectativas sobre eventual extensão do atual ciclo de aperto monetário após a reunião do fim deste mês, disse um profissional.

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