Dólar comercial cai e é negociado abaixo de R$ 1,57

Poucos analistas acreditam que o Federal Reserve altere seu programa de farta liquidez no curto prazo

Cristina Canas, da Agência Estado,

26 de abril de 2011 | 09h56

O dólar comercial abriu o dia em queda de 0,38%, negociado a R$ 1,566 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda americana subiu 0,13% e foi cotada a R$ 1,572 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em queda de 0,32%, também a R$ 1,566.

Poucos analistas acreditam que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) altere seu programa de farta liquidez no curto prazo. Ainda assim, o encontro de política monetária do Fed, que começa hoje e se estende até amanhã, já tomou os mercados, que demonstram cautela. Até porque o presidente do Fed, Ben Bernanke, seguirá a receita europeia e dará entrevista após o encontro. Qualquer palavra da autoridade pode mexer com os ativos.

Por enquanto, as principais bolsas sobem e o dólar cai em relação à maioria das moedas. No Brasil, o desempenho da moeda norte-americana ontem foi melhor que no exterior e os operadores avaliam que as cotações do dólar à vista tendem a se manter no intervalo de R$ 1,56 a R$ 1,58 no curto prazo.

"Até amanhã, a expectativa em relação ao resultado da reunião do Fed deve comandar o mercado e aqui também não tem por que (o dólar) oscilar muito", afirma um profissional do mercado. De acordo com as avaliações dessa fonte, os recursos das captações ocorridas no início deste mês já entraram no País ou ficaram lá fora para honrar compromissos e rolar dívidas.

Quanto aos recursos de curto prazo, que inundaram o mercado no primeiro trimestre do ano, engrossando o fluxo cambial, que somou mais de US$ 35 bilhões em três meses, o mercado continua sentindo sua escassez. Esse capital foi atingido em cheio pela cobrança de 6% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) determinada pelo governo em operações de até um ano, no dia 29 de março. Posteriormente, a cobrança foi estendida a empréstimos de até 720 dias. "Essas entradas continuam estancadas", diz um operador.

Depois que esse tributo passou a incidir sobre os empréstimos externos, o dólar mostrou uma acentuada queda e se estabilizou na faixa de R$ 1,56 a R$ 1,58. A taxa de juros em dólar (cupom cambial) teve uma forte elevação, espelhando o encolhimento de liquidez e também estacionando no intervalo entre 6% e 7% nos últimos pregões.

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