Dólar comercial cai pelo 2º dia seguido e fecha a R$ 1,697

Até o início da tarde desta terça-feira, prevaleceu o apetite por risco nos mercados, que beneficiou o euro e moedas de países exportadores de matérias-primas, como o real

Silvana Rocha, da Agência Estado,

21 de dezembro de 2010 | 17h39

O dólar comercial caiu hoje pelo segundo dia seguido e fechou a R$ 1,697 no mercado interbancário de câmbio, baixa de 0,59%. O dólar à vista negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) recuou 0,61%, para R$ 1,6968.

Até o início da tarde de hoje, prevaleceu o apetite por risco nos mercados, que beneficiou o euro e moedas de países exportadores de matérias-primas, como o real brasileiro. Até então, o sinal de apoio da China às medidas das autoridades europeias e o alívio da tensão na Península Coreana se sobrepuseram à decisão da Moody''s de colocar o rating (classificação de risco) de Portugal sobre revisão para possível rebaixamento, seis dias após o rating da Espanha migrar para a mesma posição. A Moody''s também cortou hoje o rating de dois governos regionais da Espanha, da Comunidad Autónoma de Múrcia e da Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha.

Na tarde de hoje, no entanto, o ambiente piorou para euro, abrindo espaço para a recuperação do dólar, após a agência Fitch colocar o rating da Grécia em revisão para possível rebaixamento. A União Europeia (UE) e a zona do euro também decidiram lançar em janeiro os primeiros bônus para financiar o pacote de resgate da Irlanda, segundo comunicado obtido pela Dow Jones. A UE irá emitir seus primeiros bônus no início de janeiro, por meio do mecanismo de resgate de emergência conhecido como Mecanismo de Estabilidade Financeira Europeia, de 60 bilhões de euros. Já a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF), fundo de resgate da zona do euro, lançará um bônus no final de janeiro, segundo nota conjunta do EFSF e da Comissão Europeia. Não houve sinais claros sobre se esta notícia também contribuiu para a inversão do sinal do euro para baixo, segundo um operador de uma corretora.

Internamente, faltou consenso entre os agentes do mercado sobre o resultado do fluxo cambial, que para alguns teria sido favorável e, para outros, aparentemente negativo. Ao mesmo tempo, os preços firmes das commodities e a expectativa de resultados sólidos para um conjunto de dados sobre o setor imobiliário e os gastos das famílias nos EUA, que saem ainda nesta semana, induziram os ganhos das Bolsas e o enfraquecimento da moeda norte-americana.

No leilão vespertino, o Banco Central comprou dólares com taxa de corte de R$ 1,6964.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar teve alta de 1,51%, negociado em média a R$ 1,817 na venda e a R$ 1,71 na compra. O euro turismo encerrou o dia em alta de 1,15%, a R$ 2,38 (venda) e R$ 2,267 (compra).

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