Dólar comercial cede 0,14% e encerra a R$ 2,153

À espera das eleições, o dólar comercial oscilou pouco hoje e fechou em queda de 0,14%, a R$ 2,153, no mercado interbancário, após oscilar entre a mínima de R$ 2,147 e a máxima de R$ 2,154. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista recuou 0,19%, para R$ 2,152. O mercado doméstico de câmbio apresentou vasta liquidez, mas pequena oscilação nas cotações. Isso é reflexo de um clima de compasso de espera que, segundo os analistas, decorre da expectativa com o segundo turno das eleições presidenciais. A perspectiva é de que os investidores não façam alterações significativas nas suas posições e, a menos que alguma surpresa de peso abale as atuais convicções do mercado - para o bem ou para o mal - a tendência é que o dólar continue mostrando variações pontuais seguindo o comportamento dos mercados internacionais, notícias políticas e fluxo de recursos. Uma das convicções que os investidores mantêm é que não haverá mudanças importantes na política econômica do próximo governo, qualquer que seja o candidato a vencer o pleito do próximo dia 28. Uma prova dessa certeza foi a reação amena apresentada hoje pelo mercado às palavras do economista da FGV Yoshiaki Nakano, um dos elaboradores do programa econômico do candidato à Presidência Geraldo Alckmin. Entre outras coisas, Nakano defendeu, publicamente, taxa de câmbio flutuante, mas administrada. O mercado não gostou, mas também não alterou o rumo dos negócios por conta disso. Polêmicas à parte, o dólar caiu apoiado, principalmente, por um fluxo de recursos positivo. A queda, contudo, reduziu-se no fim do dia, refletindo a virada das Bolsas de Nova York para o terreno negativo.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2006 | 16h45

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