Dólar comercial encerra a R$ 2,132, em alta de 0,61%

O mercado cambial voltou a acompanhar a volatilidade das bolsas de valores, que esta tarde acentuaram as perdas. O dólar comercial subiu 0,61% e fechou valendo R$ 2,132. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista também avançou 0,61%, para R$ 2,131. Depois de abrir em alta forte em meio às incertezas externas, o dólar foi perdendo força no decorrer da manhã até virar para queda no início da tarde. Nas mínimas, foi cotado a R$ 2,116. Essa virada refletiu a ligeira melhora que as bolsas foram apresentando lá fora no início da tarde e também um volume expressivo de exportações. No meio da tarde, no entanto, o dólar já voltava a subir, na esteira da aceleração das baixas das bolsas. Também pesou sobre o mercado de câmbio doméstico a valorização do iene sobre o dólar, resultado do desmonte de operações de "carry trade". Nesse tipo de operação, os investidores tomam dinheiro emprestado em uma moeda de juros baixos (como o iene) e aplicam os recursos em uma moeda de juros mais altos. Com as incertezas que surgiram nos mercados desde a turbulência causada pela China na terça-feira, os investidores preferiram liquidar seus empréstimos em ienes, e pra isso precisaram comprar a moeda, o que elevou sua cotação. A pressão sobre o risco Brasil e dos países emergentes também foi observada pelo mercado de câmbio. Na máxima cotação do dia, o dólar atingiu R$ 2,134. Por volta das 16 horas, o risco Brasil subia 3,59%, ou sete pontos, para 202 pontos-base, enquanto o risco de países emergentes avançava 3,23%, ou seis pontos, para 192 pontos-base. Na Bolsa paulista, o Ibovespa, principal índice, caía 2,40%. Em Nova York, o Dow Jones recuava 0,94% e o Nasdaq cedia 1,39%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.