Dólar comercial encerra a R$ 2,174, em baixa de 0,78%

O dólar comercial encerrou com perda de 0,78%, cotado a R$ 2,174 no mercado interbancário. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,173 e a máxima de R$ 2,19. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista fechou na mínima, a R$ 2,174 (-0,75%). O ambiente internacional comandou os negócios domésticos com câmbio durante boa parte do dia de hoje. Os dados do PIB dos EUA, mostrando nível de atividade comedido, abafaram os indicadores negativos de inflação, empolgaram os investidores e resultaram em desempenhos positivos dos diversos ativos, com destaque para a queda dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA e a alta das bolsas. E isso sempre representa benefícios para países emergentes. Por aqui, os investidores vendidos em mercado futuro aproveitaram a oportunidade e derrubaram a taxa de câmbio, já objetivando a formação da ptax (taxa média) da próxima segunda-feira, que liquida os contratos de agosto, na terça-feira. Quanto mais baixa fechar a ptax, melhor será o retorno para quem assumiu posição vendida em dólar, porque apostou na baixa das cotações. A conclusão do mercado sobre os dados do PIB dos EUA foi de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) deve, finalmente após dois anos, interromper a alta da taxa básica de juros da maior economia do planeta. O crescimento do PIB no segundo trimestre foi de 2,5%, contra estimativas de +3,5%. Na parte da tarde, o Banco Central realizou leilão de compra de dólar, em que aceitou apenas seis entre 18 propostas apresentadas. Com isso, quem não vendeu ao BC acabou indo ofertar em mercado depois, favorecendo ainda mais a queda do dólar e assim fazendo com que ele renovasse as mínimas. O BC pagou taxa de corte no leilão de R$ 2,1765. .

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