Dólar comercial encerra em alta de 0,54%, a R$ 2,219

A semana que antecede as eleições presidenciais chegou e o mercado de câmbio doméstico colocou o fato, definitivamente, no centro das atenções. Nos dois últimos dias úteis da semana passada, o tema já tinha influenciado os negócios, mas dividia os cuidados com as questões internacionais. Hoje o cenário político interno ganhou primazia, embora os temores em relação ao desaquecimento da economia norte-americana também estejam por trás do desempenho negativo do real. No mercado interbancário, o dólar comercial encerrou em alta de 0,54%, cotado a R$ 2,219. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,20 e a máxima de R$ 2,234. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista terminou com valorização de 0,59%, valendo R$ 2,219. Depois de ficarem por muito tempo apregoando risco político zero no Brasil, os investidores começaram a preocupar-se com o próximo governo. E de uns dias para cá isso está sendo colocado, aos poucos, nos preços dos ativos. O mercado avalia que, agora, a vitória de Lula será mais apertada. Além disso, os escândalos recentes colocaram sob suspeita novos nomes do PT e a avaliação é que isso prejudicou ainda mais a composição de uma equipe de governo petista para os próximos quatro anos. Mais comedidos, outros analistas confirmam que a alta do dólar está atrelada, principalmente, à proximidade das eleições presidenciais. Porém, dizem que não há pânico e que a elevação do dólar dá-se no rastro de uma zeragem de posições "normal e habitual" em véspera de eleição, em qualquer lugar do planeta.

Agencia Estado,

25 de setembro de 2006 | 16h35

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