Dólar comercial fecha a R$ 2,154, em alta de 0,09%

O conturbado ambiente externo afetou novamente o comportamento do mercado doméstico de câmbio hoje. A maioria dos dados da economia norte-americana divulgados hoje ajudou a reforçar a idéia de desaquecimento nos EUA e a consolidar as apostas em pausa no aperto monetário daquele país. Os investidores reagiram negativamente lá fora e também por aqui. O dólar comercial fechou valendo R$ 2,154, em alta de 0,09%. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,144 e a máxima de R$ 2,164. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista também subiu 0,09%, para R$ 2,153. Os números da economia norte-americana conseguiram zerar as apostas dos investidores em alta de juro na próxima reunião do banco central dos EUA, em 20 de setembro. Segundo apurou a editora de internacional Os dados que mais chamaram a atenção foram os do setor imobiliário. As vendas de imóveis novos caíram 4,3% em julho, superando a estimativa de um recuo de 2,7% feita pelos analistas. No entanto, são necessárias ponderações e, por isso, o mercado não teve reações abruptas. Se de um lado a queda em julho superou as estimativas, de outro o resultado de junho foi revisado para cima, minimizando o efeito da taxa divulgada hoje. As vendas de junho foram revisadas para -0,9%, ante a divulgação inicial, de -3%. Os dados de encomendas de bens duráveis também apresentaram informações conflitantes. Segundo o Departamento do Comércio, o indicador referente a julho apresentou queda de 2,4%, ante estimativas de recuo de 1%. Porém, também nesse indicador, houve revisão para melhor na taxa de junho, que passou dos anteriores 2,9% para 3,5%.

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