Dólar comercial fecha a R$ 2,168, em baixa de 0,46%

O dólar renovou as cotações mínimas do dia logo após o leilão de compra da moeda pelo Banco Central. Com isso, o dólar comercial terminou em queda de 0,46%, a R$ 2,168 - após oscilar entre a mínima de R$ 2,163 e a máxima de R$ 2,174. O dólar negociado à vista no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou em baixa de 0,73%, a R$ 2,167. Segundo operadores, o BC aceitou apenas três propostas de um total de 19 apresentadas pelos participantes, o que levou algumas tesourarias a ofertar moeda em mercado depois da operação, reforçando a baixa. Os estímulos para os investidores ampliarem as posições vendidas, segundo operadores consultados, são o fluxo cambial positivo - que foi absorvido apenas parcialmente pelo BC hoje - e o recuo do risco Brasil, durante o dia, para 208 pontos base (baixa de 3,70% ou 8 pontos), abaixo do nível histórico de queda de fechamento em 214 pontos base em 2 de maio deste ano. De acordo com um operador, além do fluxo comercial acima do registrado nos dias anteriores, podem ter ocorrido ingressos financeiros de empresas e também de alguns investidores estrangeiros interessados em migrar para o mercado de juros futuros. Esse fluxo de estrangeiros, avaliou ele, já pode ser conseqüência da pausa no ciclo de alta da taxa básica de juros norte-americana, decidida ontem pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). O mercado cambial observou, perto do fim de seu pregão, a piora das Bolsas em Nova York, que também levou a Bovespa à queda, mas o impacto sobre o dólar na BM&F foi limitado porque o mercado já estava fechando. Mas, no mercado interbancário, que fecha meia hora mais tarde, o dólar comercial teve tempo de reduzir a baixa. No leilão, o BC comprou a moeda norte-americana à taxa de corte de R$ 2,1695 - menor valor pedido entre as propostas apresentadas.

Agencia Estado,

09 de agosto de 2006 | 16h39

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