Dólar comercial fecha em alta de 0,21%, a R$ 1,868

Em dia de forte volatilidade, moeda norte-americana atingiu a máxima do ano, a R$ 1,903

Taís Fuoco, da, Agência Estado

25 de maio de 2010 | 17h02

Na oitava sessão de alta ante o real nos últimos nove pregões, o dólar comercial fechou o dia em alta de 0,21%, cotado a R$ 1,868 no mercado interbancário de câmbio - na mínima cotação do dia - mas a maior desde 8 de fevereiro -, em uma sessão de forte volatilidade, em que a divisa abriu com alta de 1,98%, bateu a máxima de todo o ano a R$ 1,9030 e oscilou 1,87% entre a máxima e a mínima. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista fechou em alta de 1,32%, a R$ 1,8907.  Além da preocupante situação da Europa, os temores com a tensão entre as duas Coreias pressionaram os mercados hoje, já que a Coreia do Norte é importante parceira da China e a Coreia do Sul, dos Estados Unidos. Os investidores fugiram dos ativos de risco e concentraram as compras em moedas mais seguras, como o dólar e o iene.

Ao longo da tarde, com a melhora do euro e a pressão de venda dos exportadores, o dólar passou a reduzir a alta em relação ao real, de acordo com José Carlos Amado, operador de câmbio da Renascença Corretora.

Na Ásia, a tensão entre as duas Coreias teve reflexos no mercado cambial. O banco central da Coreia do Sul precisou intervir para conter a queda do won. A situação entre os dois países já era tensa, mas ficou ainda pior hoje quando se soube que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, ordenou que o exército do país esteja pronto para combate. A Coreia do Norte também acusou a Coreia do Sul de ter ultrapassado fronteiras marítimas e ameaçou responder com uma ação militar. A ameaça foi feita em uma mensagem às forças armadas sul-coreanas.

Na Europa, os sinais de que o sistema financeiro espanhol está fragilizado continuam a pesar sobre os investidores. "O foco hoje é a notícia de que haverá consolidação no setor bancário espanhol, o que o mercado enxerga como um sinal de fragilidade generalizado", afirma relatório da analista Camilla Sutton, estrategista de câmbio do Scotia Capital.

Ela lembra que, ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já havia alertado que a Espanha precisa alterar sua legislação trabalhista e fazer outras reformas, além das medidas de austeridade anunciadas. A Itália anunciou hoje medidas para reduzir seus gastos em 24 bilhões de euros.

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