Dólar comercial fecha em alta de 0,23%, a R$ 2,185

O dólar sustentou-se em alta durante quase todo o dia, acompanhando o comportamento negativo dos mercados internacionais. Pesou também a convicção de que o Banco Central faria mais um dos seus leilões de compra de dólares. O leilão realmente ocorreu e apenas por causa dele a moeda norte-americana operou por breve período no terreno negativo, com os participantes que não tiveram suas propostas aceitas oferecendo o dólar ao mercado em seguida. Pouco depois, contudo, o dólar comercial voltou para o terreno positivo, e encerrou hoje em alta de 0,23%, a R$ 2,185, após oscilar entre a mínima de R$ 2,178 e a máxima de R$ 2,192. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista fechou valendo R$ 2,184 (+0,18%). Com agenda vazia de indicadores da economia norte-americana, o mau humor vivenciado pelas bolsas internacionais refletiu principalmente o desconforto com notícias corporativas. A temporada de balanços está aberta nos EUA e há perspectivas de que más notícias surjam nesse processo. Ontem, por exemplo, a Alcoa divulgou vendas abaixo do esperado e mexeu negativamente com os preços dos ativos. Mas justamente pelo fato de o comportamento desfavorável de hoje estar ligado às notícias e expectativas a respeito do mundo empresarial, os especialistas em câmbio avaliam que o impacto disso no mercado doméstico é limitado e pontual. Eles acreditam que este tipo de repercussão será relegada a segundo plano assim que algo mais diretamente ligado à macroeconomia norte-americana ou dos demais países desenvolvidos for anunciado.

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