Dólar comercial fecha em baixa de 0,76%, a R$ 2,092

O dólar operou durante todo o dia em queda, ampliada após o leilão de compra da moeda realizado esta tarde pelo Banco Central. No mercado interbancário, o dólar comercial fechou em baixa de 0,76%, a R$ 2,092. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista cedeu 0,79%, para R$ 2,0905. O BC pagou pelo dólar taxa de corte abaixo dos valores contidos nas propostas declaradas pelas instituições participantes, o que causou surpresa nos investidores e um aumento da oferta de moeda pelas tesourarias no mercado após o leilão. Em conseqüência, o dólar renovou as cotações mínimas do dia várias vezes. "Pela atuação de hoje, dá impressão de que o BC não parece preocupado com a taxa fraca da moeda, mas interessado em absorver apenas o excesso de dólar em mercado. Ou o BC encontrou (no leilão) um lote grande (de dólar a venda) a uma taxa mais baixa do que os valores declarados, ou não está se importando muito com o patamar do dólar e vai apenas enxugar o excesso de moeda nas mãos das tesourarias", comentou uma fonte. Na operação, o BC pagou taxa de corte de R$ 2,0984. Os valores declarados por instituições participantes iam de R$ 2,099 na mínima a R$ 2,102 na máxima. Sendo assim, segundo um operador, é possível que a compra do BC tenha sido fechada com uma ou mais das instituições que não informaram as taxas apresentadas. Além disso, com a melhora dos mercados nos Estados Unidos, a firme alta da Bolsa paulista, o risco Brasil em níveis históricos de baixa e o fluxo cambial positivo, os investidores acentuaram suas apostas de desvalorização do dólar. Em Nova York, as Bolsas subiam após discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, ao Congresso norte-americano. Bernanke afirmou que a posição da política econômica atual fomenta crescimento e desinflação.

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