Dólar comercial fecha em baixa de 1,62%, a R$ 1,826

Mercado reagiu à notícia de que China manteria parte das reservas em euros, o que levou investidores a buscar ativos de risco

Taís Fuoco, da , Agência Estado

27 de maio de 2010 | 17h02

O dólar comercial fechou o dia em baixa de 1,62%, cotado a R$ 1,826 no mercado interbancário de câmbio, na maior queda desde o dia 10 deste mês, quando caiu 4,11%. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista fechou em baixa de 1,52%, a R$ 1,815.

Hoje, a negativa da China sobre a suposta intenção de revisar sua posição em títulos de dívida de países da zona do euro levou os investidores a venderem dólares e buscarem ações e moedas de emergentes, como o real. Em maio, no entanto, o dólar comercial ainda acumula alta de 5,12% em maio.

Na BM&F, o dólar à vista continua a apresentar baixo volume de negócios. Hoje, as primeiras operações ocorram apenas após as 14h36. Foram apenas duas, com volume financeiro de US$ 1 milhão. Para se ter uma ideia, no dia 21 deste mês, a movimentação foi de US$ 66 milhões - um resultado já considerado fraco na época.

Para um operador, a aceleração da queda do dólar no período da tarde não teve uma razão específica. "Viemos numa espiral baixista muito forte nos últimos dias. Hoje, o humor melhorou e o mercado resolveu puxar as taxas", afirmou. Ele lembra, porém, que mesmo com a queda de hoje o dólar comercial se manteve acima de R$ 1,81 durante todo o dia.

Diante da reação dos mercados, o órgão regulador de câmbio da China (Safe) veio hoje a público para dizer que as informações de que o país estaria revisando sua posição em títulos de dívida da zona do euro não têm fundamento. A nação asiática tem as maiores reservas do mundo, de US$ 2,5 trilhões.

"Para entendermos o quanto seria incoerente a China adotar qualquer medida que incite maior desvalorização do euro é só atentarmos para o fato de que a União Europeia é a maior importadora de produtos chineses, superando inclusive os Estados Unidos. Desta forma, qualquer atitude que promova desvalorização do euro traria à China maior impacto do que o que já esta causando", salientou em relatório Sidnei Nehme, diretor executivo da NGO Corretora de Câmbio.

Tudo o que sabemos sobre:
dólarcâmbiocomercialBM&Ffechamento

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.