Dólar comercial fecha estável a R$ 1,77

No mês, a moeda acumula queda de 1,88% e no ano, alta de 1,55%

Taís Fuoco, da Agência Estado,

28 de julho de 2010 | 16h43

O dólar comercial fechou estável a R$ 1,77 no mercado interbancário de câmbio. No mês, a moeda acumula queda de 1,88% e no ano, alta de 1,55%. Na BM&F, o dólar negociado à vista encerrou a sessão com declínio de 0,27% a R$ 1,7655. O euro comercial cedeu 0,13% para R$ 2,297.

Um ingresso estimado pelas mesas de negociações em algo como US$ 1,5 bilhão reverteu a alta do dólar ante o real vista nas duas últimas sessões. Perspectivas de crescimento modesto na economia dos Estados Unidos, relatadas no Livro Bege, entretanto, reverteram a queda da divisa nos minutos finais e o dólar fechou estável nesta quarta-feira. O dia ainda sofreu influência dos movimentos de rolagem para a formação da Ptax da próxima sexta-feira, que liquidará os contratos de agosto no primeiro dia útil daquele mês, e da expectativa - ainda não realizada - de que o Banco Central (BC) venha a interferir no mercado futuro, o que não acontece desde o início de maio de 2009.

Os operadores relataram a entrada de recursos para captações externas de JBS, Brasil Foods e Banco Panamericano, em um montante estimado pelas mesas em US$ 1,5 bilhão, mas os valores e as fontes ainda não estão confirmados. Além da reabertura do Global 2021 ontem pelo Tesouro Nacional, o mês de julho registra emissões externas de quase US$ 4 bilhões por empresas. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse hoje que o Brasil deve voltar a captar recursos no mercado externo ainda este ano. Segundo ele, o mais provável é que uma nova captação seja feita com títulos mais longos que o papel de 10 anos emitido ontem (Global 2021).

Segundo André de Carvalho Ferreira, diretor da Corretora Futura, "a entrada de recursos deixa o mercado um pouco mais leve, mas continua o zunzunzum sobre a realização de leilões de swap cambial reverso pelo BC; o mercado ainda está meio perdido", citou, lembrando a forte posição vendida dos bancos no mercado à vista, de algo como US$ 13 bilhões. Por isso, ele acredita que, se não houver nenhuma operação de swap até sexta-feira, "a ptax pode ficar abaixo de R$ 1,75".

Huang Kuo Seen, gestor de carteiras da Grau Gestão de Ativos, ainda citou como uma das razões para a queda vista em quase todo o dia o otimismo do mercado com a operação celebrada entre Portugal Telecom (PT) e Telefônica, que resultará na venda da participação portuguesa na Vivo para a Telefônica e na compra de parte da Oi pela PT, o que sinaliza a perspectiva de entrada de recursos estrangeiros no Brasil.

No exterior, a atividade econômica nos EUA cresceu apenas modestamente em junho e na primeira quinzena de julho, segundo o "Livro Bege" do Federal Reserve, sumário sobre as condições da economia que servirá de base para as decisões de política monetária da próxima reunião do Fomc (Comitê de Mercado Aberto nos EUA), em 10 de agosto.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar registrou declínio de 1,06% e foi negociado em média a R$ 1,87 na ponta de venda e a R$ 1,75 para compra. O euro turismo caiu 1,12% para R$ 2,39 (venda) e R$ 2,243 (compra).

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