Dólar comercial fecha na máxima, a R$ 2,142 (+1,42%)

O dólar comercial fechou na máxima, a R$ 2,142, com alta de 1,42%, em resposta à piora no ambiente político, a notícias não confirmadas de que o presidente Lula estaria pressionando o Banco Central (BC) por um corte mais acentuado na taxa de juros e à elevação da taxa de juro dos Treasuries de 10 anos para nível superior a 4,71%. Para surpresa de grande parte do mercado, o BC não realizou leilão de compra de dólar no mercado à vista. Apesar de ter subido hoje, a alta da moeda é vista como pontual, pois as perspectivas de fluxo positivo continuam. E os exportadores confirmaram essas expectativas ao atuarem expressivamente no mercado. A piora no ambiente político, embora tenha sido apontada como um dos fatores de alta do dólar esta manhã, não provocou apreensões maiores. Afinal, o mercado mantém a avaliação de que, mesmo com os imbróglios de Brasília, somente o PT ou o PSDB têm chances de vitória na corrida presidencial e de que qualquer um desses dois partidos representa continuidade da política econômica. Ou seja, tanto uma vitória petista, quanto a volta dos tucanos são vistas como risco político zero. Os temores recaem sobre uma improvável vitória de Garotinho (populista) ou Heloísa Helena (esquerda radical). No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar encerrou em alta de 1,33%, a R$ 2,139. Foram registrados 216 negócios de cerca de US$ 237,3 milhões. O dólar abriu em alta de 0,57%, a R$ 2,123; oscilou 1,35% entre a máxima de R$ 2,142 (+1,47%) e a mínima de R$ 2,1135 (+0,12%).

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