Dólar comercial fecha na máxima, a R$ 2,15

Após três dias de queda, o dólar subiu hoje, encerrando na cotação máxima do dia tanto no mercado interbancário quanto no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros. No primeiro caso, o dólar comercial teve valorização de 0,75%, para R$ 2,15 (a mínima ficou em R$ 2,138). Na BM&F, o dólar à vista fechou a R$ 2,149, em alta de 0,61% (com mínima de R$ 2,139). A forte queda do petróleo no mercado internacional hoje derrubou as ações da Petrobras e carregou junto a Bolsa paulista, pressionando por tabela o dólar à vista. O leilão de compra do Banco Central também favoreceu a renovação das cotações máximas à tarde, afirmaram os operadores, embora ainda não tenham estimado o volume da compra. No leilão, o Banco Central aceitou cerca de quatro propostas à taxa de corte de R$ 2,1465. Embora com intensidade menor por enquanto, a formação de preços do dólar também foi influenciada por movimentos em torno da rolagem de posições no mercado futuro, já que os contratos de novembro vencem na quarta-feira, com liquidação baseada na ptax (taxa média) de amanhã. Quanto ao resultado das urnas, o que mais interessa ao mercado no momento é o consenso que o novo governo Lula deve imprimir uma política mais desenvolvimentista. As incertezas na área econômica recaem sob a forma que será escolhida para se alcançar esse objetivo. Boa parte do mercado acredita no compromisso que Lula assumiu durante a campanha de manter o ajuste fiscal e o combate à inflação. Com essas premissas respeitadas, o foco no desenvolvimento é bem visto e bem-vindo.

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