Dólar comercial fecha na máxima a R$ 2,184

Apesar do fraco relatório de emprego nos EUA, que ajudou a levar o dólar às mínimas, a moeda terminou o dia em alta, puxada pelo leilão de compra de dólar realizado pelo Banco Central, e também por uma segunda leitura do relatório de emprego, mais pessimista, que levou as Bolsas de Nova York ao território negativo. O dólar comercial fechou a R$ 2,184, com valorização de 0,32% no mercado interbancário. A mínima registrada pela moeda norte-americana foi de R$ 2,168. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou valendo R$ 2,183 (+0,28%). A idéia de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) deverá interromper a política de alta dos juros que dura mais de dois anos, em sua próxima reunião, marcada para a semana que vem, ganhou força na manhã de hoje com a divulgação dos dados do mercado de trabalho dos EUA. O Departamento de Trabalho norte-americano mostrou que o número de vagas criadas em julho (113 mil) ficou muito abaixo das estimativas (150 mil). Com o reforço na aposta de pausa nos juros dos EUA, as Bolsas de NY registraram alta, mas reverteram o sinal quando os investidores fizeram uma segunda leitura do relatório, focando no risco de a economia norte-americana estar se desacelerando em um cenário de inflação. A mudança de direção nas Bolsas de NY tirou o dólar das mínimas, mas foi apenas após o leilão de compra de dólar pelo BC que a moeda passou a subir. No leilão de hoje, o BC surpreendeu, aceitando grande parte das propostas feitas (22 propostas aceitas, de um total de 24), o que estimulou um ajuste de posições pelas tesourarias.

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