Dólar comercial inicia semana em alta

Às 10h25, a divisa registrava alta de 0,70% a R$ 1,589. Na BM&F, a moeda subia 0,86% a R$ 1,59

Cristina Canas, da Agência Estado ,

18 de abril de 2011 | 10h24

O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,51%, negociado a R$ 1,586 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de sexta-feira, a moeda americana caiu 0,06% e foi cotada a R$ 1,578 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em alta de 0,54%, a R$ 1,585. Às 10h25, a divisa registrava alta de 0,70% a R$ 1,589. Na BM&F, a moeda subia 0,86% a R$ 1,59.

As preocupações renovadas com as dívidas soberanas na Europa e mais uma alta de compulsório na China imprimem clima de pessimismo nos mercados internacionais neste começo de semana, encurtada nos países em que a Páscoa é celebrada. Os temores com a provável renegociação da dívida grega são o maior fantasma sobre as mesas de negociações europeias nesta manhã.

Além disso, o crescimento do partido nacionalista na Finlândia preocupa os investidores, pois o país pode se opor à operação de resgate a Portugal. Na Irlanda, houve um rebaixamento da classificação de risco dos bancos. Já a Espanha conseguiu vender 4,659 bilhões de euros em títulos do Tesouro, mas com a demanda fraca e custos crescentes.

Nos Estados Unidos, o ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Alan Greenspan afirmou que uma crise da dívida do país "é iminente". Greenspan defendeu ainda o fim dos incentivos fiscais introduzidos por George W. Bush.

No Brasil, o foco continua voltado para a inflação. O mercado segue tentando mensurar a postura do Banco Central (BC) em relação à alta da taxa de juros. Com a nova política, em que a elevação da Selic (a taxa básica de juros) é mesclada às medidas macroprudenciais para combater os preços altos, o BC ainda não conseguiu controlar as expectativas. Hoje, a pesquisa Focus mostrou mais uma rodada de alta nas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), embora mereça destaque o fato de a estimativa para a inflação em 2012 ter ficado estável em 5%.

Vale lembrar que, atualmente, as apostas em torno da taxa de juros têm peso marginal sobre o dólar. No mercado de câmbio, permanece com a percepção de que o intervencionismo será comedido, justamente por causa da situação da inflação no País. Com isso, na pesquisa Focus, as estimativas de taxas continuam em queda. Para o fim deste ano, a taxa de câmbio está em R$ 1,65 e, para o fim de 2012, em R$ 1,71.

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