Dólar comercial opera em baixa de 0,47%, a R$ 1,678

Hoje, a cautela é a resposta dos mercados financeiros ocidentais ao fato de as tensões terem continuado a se acirrar no Egito durante o fim de semana

Cristina Canas, da Agência Estado,

31 de janeiro de 2011 | 10h11

O dólar comercial abriu o dia em queda de 0,77%, negociado a R$ 1,673 no mercado interbancário de câmbio. Às 12h51, a divisa cedia 0,47%, a R$ 1,678. No pregão de sexta-feira, a moeda americana avançou 0,48% e foi cotada a R$ 1,686 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista abriu em queda de 0,67%, a R$ 1,6725.

Hoje, a cautela é a resposta dos mercados financeiros ocidentais ao fato de as tensões terem continuado a se acirrar no Egito durante o fim de semana. As bolsas do Oriente Médio, que operaram enquanto no Ocidente eram dias de descanso, revelaram a gravidade dos conflitos. Ontem, a maior parte dos mercados fechou em queda acentuada, como é o caso de Dubai (baixa de 4,3%), Abu Dhabi (recuo de 3,7%), Doha (queda de 3%) e Kuwait (baixa de 1,8%).

Ainda assim, os mercados dos Estados Unidos exibem maior tranquilidade. Os índices futuros das bolsas sinalizam um dia positivo e, no rastro, o dólar apresenta queda generalizada no exterior. A despeito da cautela mas bolsas, o euro consegue recuperar parcialmente a perda de sexta-feira, quando abandonou o nível de US$ 1,37 para encerrar a tarde de Nova York valendo US$ 1,3612. As moedas emergentes, com ganhos variando entre 0,30% e 0,35%, acompanhavam o movimento.

O real, em dia de formação da Ptax que será usada para a liquidação dos contratos de fevereiro e de inauguração dos leilões de dólar a termo, começou a manhã na mesma toada, com alta ante o dólar. A Ptax é a taxa de câmbio calculada pelo Banco Central (BC) e que serve de referência para contratos futuros de dólar.

"A questão do Egito já pegou nos mercados americanos e aqui, na tarde de sexta-feira. Portanto, hoje vamos acompanhar, mas sem maiores impactos por enquanto", disse um operador. Para ele, se nenhuma novidade grave surgir no exterior, os destaques do câmbio serão internos.

De acordo com comentários do mercado, o leilão a termo de dólar teria como objetivo enxugar os recursos que uma empresa estaria trazendo do exterior, a cargo de um grande banco nacional. Mas ninguém soube determinar o montante. A se confirmar, toda a dinâmica estaria de acordo com a avaliação de alguns de que o leilão a termo seria um instrumento para atender necessidades específicas, em momentos de fluxo de entrada abundante de dólares.

(Texto atualizado às 12h53)

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