Dólar comercial recua 0,51% e fecha a R$ 1,761

Captações de empresas brasileiras no exterior pressionaram as cotações

Taís Fuoco, da Agência Estado,

29 de julho de 2010 | 16h55

O mercado de câmbio se viu pressionado hoje, de um lado, pelo Banco Central e a perspectiva de que volte a atuar no mercado futuro de dólar e, do outro, pelas entradas de recursos das captações externas feitas por empresas brasileiras, que neste mês já beiram os US$ 5 bilhões. O resultado foi a queda da moeda americana ante o real, em um dia em que a divisa dos EUA também perdeu valor ante o euro e o iene graças a notícias positivas da Europa e às condições citadas pela agência de classificação de risco Moody''s para que os Estados Unidos mantenham o rating AAA.

O dólar comercial fechou as negociações no mercado interbancário de câmbio em baixa de 0,51%, cotado a R$ 1,761 - a taxa mínima registrada durante as transações foi de R$ 1,759 e a taxa máxima, R$ 1,769. Desde o começo do mês, o dólar acumula baixa de 2,38%; no ano, a variação é de alta de 1,03%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista cedeu 0,25% e também encerrou a sessão a R$ 1,761. O euro comercial fechou a R$ 2,305, alta de 0,35% no dia.

O Banco Central sondou informalmente as mesas na última sexta-feira para avaliar a demanda por contratos de swap cambial reverso. Segundo alguns operadores, na terça-feira desta semana teria havido outra "cutucada" informal por parte do BC, mas, até o momento, nenhuma ação efetiva nesse sentido foi tomada. A autoridade monetária tampouco abandonou a prática de realizar leilões diários de compra no mercado à vista, ainda que adquirindo volume bem menor de divisas. Hoje o leilão aconteceu por volta das 15h30 e a taxa de corte das propostas foi fixada em R$ 1,7652.

Nas operações de câmbio turismo, o dólar teve valorização de 0,53% hoje e foi negociado em média a R$ 1,88 na ponta de venda e a R$ 1,773 na compra. O euro turismo avançou 1,96% para R$ 2,44 (venda) e R$ 2,293 (compra).

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