Dólar comercial recua na abertura

Moeda iniciou o último dia útil de abril em baixa de 0,38%, negociada a R$ 1,574

Cristina Canas, da Agência Estado,

29 de abril de 2011 | 10h23

O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,38%, negociado a R$ 1,574 no mercado interbancário de câmbio. Às 10h26, a divisa cedia 0,19%, a R$ 1,577. No pregão de ontem, a moeda americana avançou 0,64% e foi cotada a R$ 1,58 no fechamento. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista não havia sido negociado até as 10h20 (horário de Brasília).

Enquanto o dólar segue fraco no exterior, o mercado brasileiro de câmbio parece reavaliar a situação interna e tatear um novo nível para o câmbio. O comportamento dos investidores nos últimos dias sugere que a moeda norte-americana pode ter encontrado um piso ao redor de R$ 1,56 e, agora, estaria buscando um nível de equilíbrio mais próximo de R$ 1,60.

Passado um mês da adoção da cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% sobre os empréstimos externos de até dois anos e do início do recolhimento de compulsório nas posições vendidas superiores a US$ 3 bilhões ou ao patrimônio de referência, a liquidez em moeda estrangeira continua contida. "O mercado está entendendo que o fluxo será menor daqui para a frente e que os montantes de março não se repetirão. Até porque, naquele mês, houve antecipação de operações, porque já havia a expectativa de medidas para conter as entradas de dólares", disse um operador.

Para esse mesmo especialista, os próximos pregões devem mostrar se a trajetória de valorização do dólar ante o real vai ter fôlego para durar mais um pouco, ou se haverá somente um ajuste de alta, com o dólar estacionando perto de R$ 1,60. "Vamos ver se há uma mudança de percepção e de que tamanho ela é", afirmou.

Um operador ressaltou que, ontem, quando o dólar atingiu as cotações máximas (R$ 1,596 no mercado interbancário) houve um aumento da participação dos exportadores nos negócios. Isso pode sinalizar que, nesse nível, o fluxo de entrada voltará a melhorar, embora sem retomar os volumes do primeiro trimestre.

É bom ressaltar que os negócios de ontem e de hoje podem estar sendo afetados pelos interesses que rondam o vencimento dos contratos derivativos de dólar. A ptax - taxa de câmbio calculada pelo Banco Central - de hoje vai liquidar o contrato futuro de dólar de maio, na próxima segunda-feira.

Tudo o que sabemos sobre:
dólarcâmbiocomercialBM&F

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.