Dólar comercial termina a R$ 2,177, em queda de 0,73%

O mercado doméstico de câmbio mostrou comportamento estável se comparado às trajetórias dos ativos norte-americanos que costumam lhe servir de farol. Ainda assim, a queda registrada pelo dólar comercial no momento do fechamento do pregão no mercado interbancário não foi pequena: a moeda norte-americana recuou 0,73%, para R$ 2,177. Oscilou entre a máxima de R$ 2,197 e a mínima de R$ 2,176. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou valendo R$ 2,176, em queda de 0,78%. O que impulsionou a queda da moeda norte-americana foi a expectativa do leilão de compra de dólar pelo Banco Central - no momento do anúncio do leilão, o dólar era negociado na mínima do dia até então -, o grande ganho que registra a Bolsa de Valores de São Paulo hoje e também a queda do risco Brasil. O mercado doméstico como um todo acompanhou a melhora do mercado externo, que reagiu ao discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, no Congresso dos EUA. O discurso foi considerado ameno pelo mercado, indicando uma possível pausa no ciclo de aperto monetário dos EUA. Os movimentos de outros mercados, que não o cambial, contudo, foram mais fortes que a queda do dólar: o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, registrava alta de 4,38% às 16h37; o índice Dow Jones subia 2,08%; e o Nasdaq avançava 1,95%.

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