Dólar comercial termina a R$ 2,20, em alta de 1,43%

Com a queda das bolsas em Nova York e a alta dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA, além da expectativa sobre leilão de compra do Banco Central, que acabou não ocorrendo hoje, o dólar operou em alta o dia todo. No mercado interbancário, o dólar comercial fechou valendo R$ 2,20, em alta de 1,43%, após oscilar entre a mínima de R$ 2,181 e a máxima de R$ 2,203. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista terminou cotado a R$ 2,199, com ganho de 1,43%. A divulgação, pela manhã, de uma estimativa acima do esperado para o relatório de emprego americano de junho - que será anunciado sexta-feira -, feita por uma consultoria que processa um de cada seis holerites dos norte-americanos, abalou a tese de pausa no juro norte-americano na reunião do Federal Reserve (banco central dos EUA) em agosto. Por isso, os investidores em Nova York voltaram a se reposicionar, vendendo ações e comprando títulos do Tesouro americano, cujos preços recuam, com elevação das taxas. A inquietação externa ajudou a pressionar o dólar. A Automatic Data Processing (ADP) & Macroeconomic Advisers informou de manhã que, segundo suas projeções, deve ter havido aumento de 368 mil no número de novas vagas de trabalho criadas em junho nos EUA, o dobro do volume de 170 mil novas vagas prevista pelos economistas ouvidos pela Dow Jones. Além disso, as tesourarias de bancos teriam atuado para sustentar o dólar, visando a venda posterior ao BC no leilão. No entanto, segundo operadores, o BC pode ter percebido essa intenção e, diante da piora externa, decidiu não fazer leilão hoje.

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