Dólar comercial termina em alta de 1,47%, a R$ 2,209

As cotações do dólar chegaram a abrir o dia em queda, apoiadas na melhora que mostrava o comportamento dos mercados internacionais, mas sucumbiram às tensões crescentes com o ambiente político local. E a reversão foi rápida. No mercado interbancário, o dólar comercial encerrou em alta de 1,47%, cotado a R$ 2,209. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,174 e a máxima de R$ 2,213. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista terminou com valorização de 1,40%, valendo também R$ 2,207. As denúncias que envolvem o aparecimento do dossiê dos Vedoin, donos da empresa Planam, e que atingiram vários membros do PT - resultando no afastamento, ontem, do chefe de campanha de Lula e presidente do PT, Ricardo Berzoini - pegaram os investidores de surpresa nos últimos dias e estão tendo reflexo negativo nas decisões de negócios. O dólar subiu ontem por causa deste fato e, depois da tentativa de abertura melhor, continuou com pressão de alta hoje. À tarde, houve piora do cenário externo, o que repercutiu no mercado de câmbio no Brasil, levando o dólar às cotações máximas do dia. A piora se deu em reação ao índice de atividade industrial regional do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) da Filadélfia, que passou de 18,5 em agosto para -0,4 em setembro, muito abaixo da previsão média dos economistas, que era de 15,0.

Agencia Estado,

21 de setembro de 2006 | 16h37

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