Dólar comercial volta a encerrar em alta, a R$ 2,180

O feriado de amanhã nos EUA (Dia da Independência), que levou os mercados americanos a fecharem mais cedo hoje, roubou liquidez do mercado doméstico de câmbio. Um conjunto de eventos favoráveis, contudo, manteve o dólar em queda e com oscilação baixa durante toda a manhã. No período da tarde, porém, a moeda norte-americana inverteu o sinal, logo após o Banco Central anunciar leilão de compra de dólar no mercado à vista. Com isso, o dólar comercial encerrou o pregão na cotação máxima do dia, a R$ 2,180, com ganho de 0,69%. No âmbito internacional, o destaque do dia foi a taxa de inflação turca, abaixo do esperado, que repercutiu bem nos mercados emergentes. Internamente, foi divulgado o resultado da balança comercial, mais forte do que o estimado, reforçando as perspectivas positivas de fluxo cambial. A taxa de inflação ao consumidor na Turquia mostrou hoje alta de 0,34% em junho, em comparação a maio. Embora a inflação acumulada em 12 meses esteja em 10,12%, perante uma meta de 5% para 2006, a taxa de junho teve impacto positivo ante as expectativas, que eram de um índice de 1,5%. Isso teve repercussão nos papéis da dívida do país e o risco turco chegou a registrar queda de 15 pontos. Outros emergentes se beneficiaram dessa melhora, entre eles o Brasil. A taxa de risco do Brasil recuava sete pontos, às 16h35. O resultado da balança comercial de junho, se não teve impacto direto nos negócios, ajudou a ampliar o ambiente positivo visto hoje nas mesas de câmbio. O superávit do mês passado totalizou US$ 4,082 bilhões, ficando muito acima das estimativas, que variavam entre US$ 3,1 bilhões e US$ 3,4 bilhões.

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